Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Arnaldo Tirone rechaça favoritismo para eleição presidencial do Palmeiras

Candidato da oposição é apontado até por adversários como favorito ao cargo de novo presidente, mas cenário de otimismo não o contagia

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

As pesquisas internas no Palestra Itália, feitas no boca a boca, indicam Arnaldo Tirone como franco favorito para a eleição de presidente do Palmeiras que acontece no fim de janeiro de 2011. Até mesmo a situação admite que a divisão de votos entre Paulo Nobre e Salvador Hugo Palaia favorece a oposição. O cenário de otimismo, no entanto, não toma conta do candidato.

Muito pelo contrário. Tirone nega com ênfase que saiu à frente na briga pelo cargo de presidente do Palmeiras.

Claro que eu não sou favorito. Não, não. Ainda tem muito tempo e é muito cedo para falar isso ainda. Como eu seria favorito? O voto é fechado, não dá para saber o que vai acontecer. Fico até preocupado com isso. Posso até dizer que estou bem cotado, mas não favorito, disse Tirone.

Dos cercas de 280 votos que a eleição pode receber, 120 devem ir para Tirone. A aliança entre Mustafá Contursi, Afonso Della Mônica e Carlos Fachina Nunes o dá essa condição. Do outro lado, brigando pelos outros 160 estão Palaia e Nobre. O primeiro deve receber em média 30 votos. O segundo diz ter até 70. Para a conta fechar, 40 conselheiros seguem na indecisão.

Até mesmo sabatinas estão acontecendo em casas de conselheiros. Na última segunda-feira, foi a vez de Palaia receber perguntas de conselheiros indecisos, que, naturalmente, votariam nele. O problema é que a bandeira de modernização e renovação de Nobre tem deixado os conselheiros em dúvida e essa divisão pode dar a vitória a Tirone, que ainda pode receber votos dos que resistem à troca do atual sistema e também rejeitam a figura de Palaia.

Há uma corrente no clube que diz que o atual vice-presidente vá retirar sua candidatura dias antes da eleição, reconhecendo uma derrota para Nobre. A atitude não faz parte da opinião do candidato da oposição.

Acho que o Palaia tem condição de viabilizar a candidatura dele até o fim. Não acho que ele vá retirar antes da hora, não, afirmou Tirone.

Mustafá não é unanimidade da oposição
O ex-presidente Mustafá Contursi fica longe de ser unanimidade na oposição. Conselheiros com anos de clube afirmam que ele carrega cerca de 60 votos com ele. Ou seja, ele determina o destino de cerca de 25% dos votantes, o que o torna figura importante em qualquer eleição.

O problema é que sua determinação em criticar as gestões atuais acaba causando certo constrangimento entre seus companheiros de oposição, que temem pelo caráter destrutivo que as críticas de Mustafá carregam.

Arnaldo Tirone explica que entende as críticas de Mustafá como um ex-presidente. Ele reconhece que às vezes as palavras são pesadas, mas ele afirma que todas as críticas têm fundamento em experiências passadas.

O ex-presidente Mustafá tem uma condição de poder analisar melhor as coisas. Às vezes elas são agressivas, mas são muito bem fundamentadas. Não são críticas de futebol, de que A ou B joga mal. São problemas de gestão. Se eu, o Palaia, o Belluzzo, ou o outro assumir, ele vai continuar a criticar, disse Tirone, que completou.

Ele faz algo como a torcida, que fica revoltada com a derrota de um time e faz muitas críticas. Esse fim de temporada ruim pode trazer um climca de incerteza e de mudança. Mas não é mudar por mudar. A Dilma, por exemplo, foi eleita por causa do bom governo Lula. Se está indo bem, ninguém quer mudar, finalizou.

Leia tudo sobre: futebolpalmeiras

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG