Estrangeiros fizeram a alegria dos torcedores com gols e títulos, mas alguns deixaram a desejar

O Palmeiras conta com dois reforços estrangeiros para a partida desta quarta-feira, contra o XV de Piracicaba . O zagueiro Román e o atacante Barcos dão sequência à história de paraguaios e argentinos que já passaram pelo clube alviverde em seus 97 anos de vida. Entre esses estrageiros, houve quem marcasse época, como o lateral Arce, e também quem saísse pela porta dos fundos, exemplo do atacante Gioino. Relembre alguns paraguaios e argentinos que, bem ou mal, marcaram época no Palmeiras :

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ARGENTINOS DE SUCESSO:

- Artime (atacante / 1968-69): Após ótimas passagens pelo River Plate -ARG e Independiente-ARG, o atacante jogou exatamente um ano pelo Palmeiras. Marcou 48 gols em 57 jogos e deixou saudades com sua média de 0,84 gol por jogo. Foi campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (unificado como título brasileiro) em 1969 e depois foi para o Nacional-URU, continuando sua trajetória de sucesso. No Brasil, também jogou no Fluminense .

- Bóvio (meia-atacante / 1947-49): Não, esse não é aquele Bóvio de triste passagem pelo Santos . O portenho Elmo Bóvio formou uma formidável linha de ataque com Lula, Arthurzinho, Canhotinho e Lima. Marcou 56 gols em 73 jogos pela equipe alviverde, antes de se transferir para o São Paulo .

- Dacunto (meia / 1943-45): Fez 55 jogos e cinco gols pelo alviverde, mas ficou marcado por uma partida em que não atuou. Na final do Paulistão de 1944, o argentino foi vítima de uma manobra de bastidores do São Paulo e não pode jogar. Mesmo assim, o Palmeiras foi campeão e a torcida saiu às ruas cantando "com Dacunto ou sem Dacunto, eeê, eu ganho" - uma paródia da famosa marchinha de carnaval.

Dacunto (e) foi bem pelo Palmeiras, mas ficou famoso pela partida mais importante que não jogou
Gazeta Press
Dacunto (e) foi bem pelo Palmeiras, mas ficou famoso pela partida mais importante que não jogou

- Echevarrieta (atacante / 1939-1942): Um monstro no ataque, marcou incríveis 114 gols em 127 jogos. Fez o primeiro gol palmeirense no Pacaembu e também comandou o ataque do então Palestra Itália no dia da "Arrancada Heroica" (vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo), quando o time virou Palmeiras. Conquistou dois títulos estaduais, em 1940 e 1942. É o 11° maior artilheiro da história do clube.

- Madurga (meia-atacante / 1972-73): Era um reserva de luxo na Academia dos anos 70. Jogava tanto na armação quanto de centroavante, e marcou 11 gols em 62 jogos pelo Palmeiras. Voluntarioso, chegou a atuar até como volante para agradar o técnico Oswaldo Brandão. Conquistou o Brasileirão e o Paulista de 1972 pela equipe.

ARGENTINOS QUE FRACASSARAM:

- Herrera (goleiro / 1953): Chegou com nome ao Palmeiras após passagens por River Plate-ARG e Vasco. No entanto, jogou apenas duas vezes pelo alviverde. O motivo é até plausível: logo em sua segunda partida, levou seis gols do Corinthians. Foi encostado e vendido para o Linense no mesmo ano.

Gioino não tinha intimidade com a bola
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Gioino não tinha intimidade com a bola
- Mancuso (volante / 1995): Em pesquisa realizada pela revista "Placar" em 1995, o brucutu foi apontado pelos colegas de profissão como jogador mais violento do Brasil. Contratado do Boca Juniors , até jogou bem em suas primeiras partidas pelo Palmeiras, mas depois apagou e foi negociado com o Flamengo .

- Gioino (atacante / 2005-06): Contratado pelo Palmeiras após se destacar contra o São Paulo na Libertadores de 2005, o atacante foi um mico total. Lento e sem nenhuma intimidade com a bola, foi execrado pelos torcedores. Só teve um momento de brilho pelo alviverde, quando marcou um belo gol em um empate por 3 a 3 contra a equipe do Morumbi, único time contra quem conseguiu jogar bem. A partida foi pelo Brasileirão de 2005.

PARAGUAIOS DE SUCESSO:

- Arce (lateral direito / 1998-02): Um dos maiores alas da história palmeirense, Arce era um dos principais jogadores do time campeão da Libertadores 1999 - além de braço-direito do técnico Luiz Felipe Scolari . Com seus cruzamentos precisos e cobranças de falta perfeitas, ainda esteve nas conquistas da Copa Mercosul 19998, Copa do Brasil 1998, Rio-São Paulo 2000 e Copa dos Campeões 2000. Fez 242 jogos pelo Palmeiras, com 57 gols. Também teve grande passagem pela seleção paraguaia.

- Benítez (goleiro / 1978): Contratado por empréstimo do Inter para ser um simples tapa-buraco na meta palmeirense enquanto Leão disputava a Copa do Mundo, o paraguaio desencantou no Palestra Itália. Sofreu apenas 13 gols em 24 jogos e marcou época com grandes defesas. Não à toa, o clube gaúcho não renovou o empréstimo e levou o goleiro de volta para o Beira-Rio no ano seguinte.

Gamarra decepcionou em 2005-06 pelo Palmeiras
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Gamarra decepcionou em 2005-06 pelo Palmeiras
- "Gato" Fernánde z (goleiro / 1994): Em uma história muito parecida com a de Benítez, foi contratado do Inter para tapar buraco, já que o titular Sérgio vivia fase ruim no gol palmeirense. Mesmo aos 38 anos, teve boas atuações, foi vazado apenas 22 vezes em 35 jogos e conquistou o Paulistão de 1994. Depois, foi para o Cerro Porteño-PAR, time pelo qual encerrou a carreira.

PARAGUAIOS QUE FRACASSARAM:

- Florentín (atacante / 2007): Contratado como vice-artilheiro do Campeonato Equatoriano, o atacante teve atuações tenebrosas e marcou apenas três vezes pelo Palmeiras. Alegando estar sendo pressionado demais pela torcida, pediu para sair e passou a rodar por vários clubes, sem conseguir se firmar. Morreu tragicamente em março de 2010, após um acidente de carro.

- Gamarra (zagueiro / 2005-06): Defensor de classe e carreira vitoriosa, marcou época pela seleção paraguaia. Em sua passagem pelo Palmeiras, porém, não foi nem sombra do craque de outros tempos. Lento e sem tempo de bola, foi uma decepção total e acabou dispensado pelo clube. Foi jogar na segunda divisão da Grécia antes de acertar com o Olímpia-PAR e encerrar a carreira, em 2008.

- Rivarola (zagueiro / 1999): Xerife do Grêmio campeão da Libertadores 1995 (e homem de confiança de Felipão), fracassou no Palmeiras. Disputou apenas 16 jogos pelo clube e saiu sem deixar saudades. Por ter entrado em uma partida da Libertadores 1999, é considerado como parte do elenco campeão da competição. Foi parar no América-RJ e depois encerrou a carreira no Libertad-PAR.

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