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Futebol
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Argentino abandona o futebol para doar rim à filha

Aos 36 anos, Ariel Giaccone se aposentou para fazer transplante que salvou a vida de sua filha

iG São Paulo |

Reprodução/El Clarín
Após doar rim para a filha, Giaccone vai continuar no futebol, mas fora do gramado
Jogador de futebol profissional por 14 anos, o argentino Ariel Giaccone acaba de viver aquilo que o jornal Clarín descreveu como "o gol mais importante de sua vida". Há 15 dias, o volante de 36 anos decidiu se aposentar, não pela idade, mas para doar um rim para sua filha Gabriela, de 19 anos, diagnosticada com um quadro de insuficiência renal desde abril.

"Foi duríssimo o que passei. Eu saía do trabalho para ficar com ela durante todo o tempo que durava a hemodiálise. Eram quatro horas intermináveis e vê-la com aquela máquina ao lado me torturava. Hoje a vejo recuperada e me explode o coração", afirmou o ex-atleta, que iniciou a carreira no Timoteo Griguol e teve passagens pelo Ferro Carril e Belgrano, além de equipes do Equador e da Bolívia.

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Até o início de dezembro, Giaccone jogava pelo Asociación Porteña, equipe semiprofissional que disputa a Liga Regional de San Francisco, na província de Córdoba. Quando os estudos de compatibilidade confirmaram que seu rim poderia salvar a vida da filha,os dois foram internados e, depois de seis horas na sala de operação, ele recebeu a notícia de que o transplante havia sido um sucesso.

Ainda dolorido e praticamente imobilizado por uma faixa que envolve toda sua cintura, o ex-jogador agora planeja seu futuro, não tão longe dos gramados. Giaccone passará a trabalhar apenas na escola de futebol Raúl Navarro, que fundou há dois anos em sua cidade, como homenagem a outro antigo jogador.

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Ele reconhece que sentirá falta de jogar, mas minimiza o fato diante da importância de ver Gabriela saudável. "Com certeza [vou sentir falta], mas a bola passa a ser algo ínfimo comparada ao que passaremos a viver", diz. Com seus alunos na escola, ele também espera ser mais que um treinador de futebol: "transmito os valores que a profissão me deixou e lhes digo que sempre devem respeitar os outros apesar das diferenças, porque nossa missão é sempre dar a mão aos que mais precisam".

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