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Argentina quer participar de obras da Copa de 2014, diz ministro

Antonio Patriota afirmou que argentinos estão dispostos a colaborar com Brasil na construção dos estádios

Reuters |

O ministro das Relações Exteriores da Argentina disse na segunda-feira a seu colega brasileiro que quer um lugar para as empresas de seu país nas obras de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014, além de vencer o torneio que será organizado por seu maior rival no futebol.

O Brasil, depois da Copa, sediará no Rio de Janeiro os Jogos Olímpicos de 2016, dois eventos que exigirão milionários investimentos em estádios, redes de transporte e ampliação de aeroportos, entre outros.

"O Brasil vai contar com dois dos maiores espetáculos mundiais. A Copa do Mundo, além de ganhar, a Argentina pretende também cooperar com a construção de estádios, com a construção de infraestrutura", disse o chanceler argentino, Héctor Timerman, depois de receber o ministro de Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota. "Falamos da importância que pode ter que empresas dos dois países participem das compras governamentais" do Brasil, acrescentou Timerman.

Brasil e Argentina são os dois principais sócios do bloco econômico Mercosul, integrado também por Uruguai e Paraguai. O intercâmbio entre as maiores economias sul-americanas superou os 32 bilhões de dólares em 2010. Apesar desse grande volume de comércio, o capítulo das compras governamentais tem sido um espinho para a integração da região.

Diplomatas argentinos afirmam que o mercado de compras governamentais brasileiro está virtualmente fechado para as empresas argentinas. Patriota chegou a Buenos Aires em sua primeira viagem ao exterior como ministro brasileiro para preparar uma visita que a presidente Dilma Rousseff fará à Argentina em 31 de janeiro.

Ele se reuniu com sete ministros argentinos e foi recebido na Casa Rosada pela presidente Cristina Kirchner. Patriota ressaltou o grande momento das relações entre Brasil e Argentina e indicou que em breve os governos poderão buscar um entendimento para aumentar as frequências de voos comerciais entre as duas nações.

"Falamos (com Timerman) também dos voos, a frequência dos voos entre os dois países, que é uma forma de contribuir para o intercâmbio do turismo", Patriota afirmou em entrevista coletiva.

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