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Árbitro relata na súmua que foi hostilizado por vascaínos

Juiz do clássico com São Paulo diz que porta do vestiário foi chutada por funcionários do clube

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

O árbitro da partida entre Vasco e São Paulo , que no domingo empatara em 0 a 0 em São Januário pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro , fez graves acusações a funcionários do clube carioca na súmula do jogo. Ricardo Marques Ribeiro disse ter sido ameaçado por profissionais que vestiam uniformes do Vasco após a partida.

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Menos mal que nenhum jogador teve o nome relatado, já que o protesto ocorreu em razão da não-marcação de um pênalti sobre Allan no fim da partida. As cobranças, algumas em tom de insulto, vieram também do diretor-executivo Rodrigo Caetano. O dirigente insinuou que o juiz  fabricou o resultado para ajudar o Corinthians , novo líder da competição .

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Ricardo Roberto Marques acusa os funcionários do cube de terem chutado com violência a porta do seu vestiário. E mais: na súmula, o árbitro conta que somente com a chegada do policiamento a manifestação teve fim. Com as graves acusações, o Vasco pode sofrer uma severa punição.

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Por sorte, neste Brasileiro, o time joga apenas uma vez em São Januário, contra o Avaí, dia 19. Nos outros cinco jogos, a equipe sai para jogar fora contra o Palmeiras e terá os clássicos regionais contra Botafogo, Fluminense e Flamengo – os dois primeiros no Engenhão, já o último em local a ser definido.

Confira a súmula de Ricardo Roberto Marques

"Ao término da partida, quando o quinteto de arbitragem já estava próximo ao túnel que dá acesso ao vestiário, alguns funcionários que trajavam camisas do C.R. Vasco da Gama nos hostilizaram com as seguintes palavras: 'Seus safados, estão com o bolso cheio de dinheiro, roubaram o vasco na cara pau, porra, caralho!'. Cumpro relatar ainda que, quando o quinteto de arbitragem chegou ao vestiário, verificou-se que a porta de entrada do mesmo estava sendo chutada violentamente. Os chutes só cessaram quando o policiamento chegou. Por fim, em ambas as situações descritas, não foi possível identificar as pessoas envolvidas."

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