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Futebol
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Apresentado, Juninho espera estrear em julho e quer Libertadores

Jogador explicou porque só retornou agora e disse que poderá se tornar dirigente ao final da carreira

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

O meia Juninho foi apresentado oficialmente como o 'monumental' reforço do Vasco, na manhã deste sábado, na sede náutica do clube, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona Sul do Rio de Janeiro. Após ser muito elogiado pelo presidente Roberto Dinamite, o jogador recebeu a camisa número 8 das mãos do mandatário vascaíno e comemorou a oportunidade de encerrar a carreira na equipe carioca, mas lembrou que chega para jogar e acredita que ainda pode acrescentar dentro de campo.

"É um pouco diferente em relação a minha primeira passagem pelo Vasco, em 1995, pois naquela época tinha toda a carreira pela frente. Sobre meu rendimento, acho que só quando os jogos começarem vamos ter uma ideia. Tenho confiança de que estou vindo para jogar, participar de um grupo vencedor como o que vi na quarta-feira. Acho que vou colaborar muito, vou ajudar o Vasco a vencer. Se não tivesse condições de voltar, não voltaria", declarou o 'Reizinho da Colina'.

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O presidente Roberto Dinamite, que abriu a entrevista coletiva com um discurso, rasgou elogios ao caráter do ídolo e declarou que a contratação foi fácil, já que o jogador também tinha o desejo de voltar ao Brasil. Dinamite destacou a humildade do jogador, que chega para ser 'mais um'.

"Estamos trazendo, acima de tudo, esse grande caráter, esse grande homem. O Juninho vem para somar, ser mais um dentro do elenco. Depois de tudo que conquistou, chega com a humildade de se colocar a disposição do nosso técnico. Queria dizer para você (Juninho) que o coração vascaíno está pulsando forte pela conquista de um título, mas essa emoção de ter você aqui é quase tão grande quanto um título", disse o mandatário vascaíno.

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Sobre a esperada volta aos gramados com a camisa do Vasco, Juninho acredita que ela acontecerá nas primeiras partidas de julho. O jogador também comentou a chance de se tornar dirigente no clube depois que encerrar a carreira.

"Estou treinando todos os dias para poder jogar em julho. Acho que três semanas serão suficientes para que eu esteja pronto. Sobre ser dirigente, realmente existe a possibilidade. Não sei qual função, hoje estou concentrado em jogar até dezembro, mas quero continuar no futebol depois. Não me vejo longe do futebol, fazendo outra coisa", explicou o meia.

O jogador também revelou o motivo de não ter voltado ao Vasco anteriormente, já que era procurado constantemente pelo clube carioca. "Poderia voltar para o Brasil antes, mas minha vida pessoal não permitia recusar a proposta do futebol do Qatar. Era importante para mim e para minha família. Foi por isso que não voltei dois anos atrás e por isso voltei agora", declarou Juninho.

Sobre a chance de disputar a Copa Libertadores em 2012 - o Vasco está classificado, já que venceu a Copa do Brasil -, Juninho disse que aceitará o desafio, desde que esteja jogando bem e que seja um desejo das duas partes.

AE
Juninho "monumental", que volta ao Vasco aos 36 anos ganhando salário mínimo

"Se tiver condições de jogar e jogar bem, em bom nível, será um prazer para mim. Mas quero me concentrar nestes cinco meses de competição. Me sinto privilegiado de poder jogar aos 36 anos. Quero curtir esse tempo", disse Juninho.

O ídolo vascaíno ainda arrancou risos dos jornalistas ao traduzir perguntas de dos jornalistas franceses presentes na coletiva. O 'Reizinho' também apresentou um boneco miniatura que será lançado pelo clube daqui 40 dias, além de uma camisa comemorativa sobre sua volta. O jogador atuou em 295 jogos e marcou 55 gols pelo Vasco, além de ter participado de grandes conquistas do clube, como a Copa Libertadores de 1998, os Brasileiros de 97 e 2000 e a Mercosul de 2000.

Confira outros momentos da coletiva de Juninho:

Contrato com salário simbólico
"O primeiro motivo é que existe a possibilidade, o receio da minha parte, de que nesses seis meses eu não renda o esperado. Prefiro fazer dessa forma, por conquistas, por prêmios. Se chegar em dezembro e eu não tiver rendido, pelo menos o clube não terá nenhum prejuízo econômico e volto para casa com consciência tranquila. Além disso, quando eu era jogador, sempre chegava alguém que ganhava muito mais e fazia muito menos. Isso não me incomodava, mas sei que poderia assustar se eu chegasse e estivesse sendo valorizado pelo que eu fiz no passado".

Receber a faixa de capitão de Fernando Prass
"É uma atitude bem humilde da parte dele. Mas acho que ele também foi inteligente, pois tenho 36 anos. Além disso, o capitão não é aquele que tem a braçadeira, mas o líder, o jogador que tenta orientar. Se o Ricardo Gomes achar que tenho que ser o capitão, ficarei feliz. Acho que minha volta vai fazer com que os jogadores mais jovens creçam. Acontecia isso com o Pedrinho, comigo e com outros jogadores quando o Romário e Edmundo chegavam".

Emoções no retorno
"É uma mistura de emoções. Existe o medo e por isso pensei muito antes de vir. Vários jogadores voltaram e não conseguiram jogar bem. Mas dentro do campo que tudo se resolve. Estou ansioso também para voltar. Várias pessoas da minha época continuam no clube. funcionários, ex-jogadores. será uma emoção muito grande para mim. Acho que merecia reviver esses momentos fortes no Vasco".

Voltou pela mudança na presidência ?
"Acho que estou voltando para o Vasco. Sou fã do Roberto Dinamite e ele foi fundamental ao ter ido me procurar, ir na minha casa. Mas acho que voltaria mesmo se o Roberto não estivesse. Tudo que aconteceu é passado. Queria jogar na Europa. tinha esse sonho. Todos os jogadores eram negociados e eu não, o que causou aquela saída meio estranha. Voltaria se fosse outra diretoria sim, mas a ida do Roberto foi fundamental".

Em qual posição atuará
"Não é tanto uma preocupação minha. Isso a comissão técnica é quem terá que decidir. Tenho 36 anos e já joguei em todas as posições no meio-campo. Só não joguei de atacante (risos). Minha ida para a Europa fez evoluir meu futebol, melhorei na parte tática. Então não fará tanta diferença jogar mais avançado ou mais recuado, pela esquerda ou pela direita".

Evolução do Campeonato Brasileiro
"Vencemos a Copa do Brasil mas acho que a gente não pode esquecer o Brasileirão. É um dos campeonatos mais equilibrados do mundo. Você vai da primeira para a décima colocação em um jogo. Além disso, todos se interessam pelo Brasileirão agora. Na França ele era transmitido, no Qatar. A volta de grandes jogadores como o Ronaldo, Adriano, Ronaldinho Gaúcho foi importante. Ele também está muito mais organizado hoje, sem tantas mudanças repentinas de datas".

 

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