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Aposentado, Simon defende uso de tecnologia no futebol

Futebol é um esporte que envolve milhões e a justiça deve prevalecer, afirmou o árbitro, que se deixou os gramados no jogo do título brasileiro do Fluminense

Gazeta Esportiva |

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A vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Guarani na tarde de domingo foi o último jogo oficial do árbitro Carlos Eugênio Simon. Aos 45 anos, data limite estabelecida pela Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados), ele pretende agora trabalhar como jornalista (é formado na profissão). Na despedida, o gaúcho defende o uso da tecnologia no futebol.

"Outro dia, estava vendo televisão em casa com meu filho de 12 anos e ele me perguntou: 'pai, como você vivia sem o controle remoto?'. A tecnologia veio para ficar e tem que ser aproveitada no futebol, porque é um esporte que envolve milhões e a justiça deve prevalecer", afirmou.

Ao lado de Arnaldo Cézar Coelho, ex-árbitro e atual comentarista, e do juiz paraguaio Carlos Amarilla, Simon participou de um debate sobre arbitragem na manhã desta terça-feira no Footecon, fórum promovido por Carlos Alberto Parreira no Rio de Janeiro.

Dias após sua aposentadoria, Simon aposta no uso da tecnologia para diminuir a quantidade de erros de arbitragem durante as partidas. "O ser humano nunca acerta em 100% dos casos. Colocar o chip na bola é uma maneira de saber se ela passou realmente da linha ou não", argumentou.

O arbitrou gaúcho participou das Copas de 2002, 2006 e 2010. Bem articulado, também se destacou fora das quatro linhas ao longo das últimas temporadas. "Eu sempre me posicionei em todas as questões não apenas do esporte, mas também da política e da cultura. Fui criado assim e não me arrependo", afirmou.

Ao lado de Paulo César de Oliveira e Sandro Meira Ricci, ganhador do prêmio de melhor árbitro do Campeonato Brasileiro, Simon participou da festa de premiação da CBF na última segunda-feira. No momento em que chegou ao Theatro Municipal, teve o nome gritado pelos torcedores do Fluminense que esperavam por seus ídolos.

"É um prazer ser aplaudido assim na minha despedida, como se fosse um ídolo do futebol!", declarou, entusiasmado, o ex-árbitro gaúcho, insultado invariavelmente por torcedores do Brasil e do mundo antes, durante e depois das partidas nos últimos anos.

Desde 2007, ele chegou a ser afastado pela CBF em duas ocasiões. Na semifinal da Copa do Brasil daquele ano entre Botafogo e Atlético-MG, não marcou pênalti em cima de Tchô. Já no Brasileiro do ano passado, invalidou gol legítimo do então palmeirense Obina diante do Fluminense. Após os dois erros, acabou punido.

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