Senadores não aceitaram secretário-geral em audiência pública e mandaram novo convite para número 1 da entidade

A batalha nos bastidores entre Fifa e o Governo Federal segue intensa. Após os senadores não aceitarem o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte , a entidade informou que não tem previsão de vinda do seu presidente Joseph Blatter ao país.

Os senadores enviaram nesta terça-feira novo convite para o número 1 da Fifa. “Neste momento, nenhuma viagem do presidente da Fifa ao Brasil está planejada”, informou ao iG a assessoria de imprensa da Fifa.

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Blatter havia sido convidado em março, mas indicou Valcke, que ficou marcado pela declaração de que o Brasil precisava de um “chute no traseiro” para adiantar o andamento das obras para a Copa do Mundo.
A posição da entidade irritou o Governo Federal, que pressionou os senadores para cancelarem a audiência pública e insistissem no convite a Blatter.

Ministro Aldo Rebelo e o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em janeiro, antes do
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Ministro Aldo Rebelo e o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em janeiro, antes do "chute no traseiro"
Na Comissão, os senadores pretendem discutir a Lei Geral da Copa. O texto do projeto de lei que dá garantias à Fifa na organização do Mundial de 2014 foi aprovado pelos deputados, mas ainda precisa passar por votação no Senado para entrar em vigor.

"Chute no traseiro"
Após afirmar, no início de março, que o Brasil merecia um “chute na traseiro” para acelerar a organização do Mundial, Valcke entrou no centro de uma polêmica com o Governo Federal. Seu nome foi vetado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, como interlocutor da Fifa com o governo brasileiro.

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Depois disso, o dirigente enviou uma carta para Rebelo pedindo desculpas pelas palavras. O presidente da Fifa também escreveu para o ministro, que aceitou as desculpas. Depois do incidente, Valcke adiou uma visita prevista ao Brasil e Joseph Blatter se reuniu com a presidenta Dilma Rousseff em Brasília. Após o encontro, o número 1 da Fifa não respondeu se Valcke voltaria a visitar o país. “Podem me dar tempo para resolver o problema?”, respondeu o cartola aos jornalistas.

Na última semana, porém, Blatter já dizia que Valcke estava à frente da organização do Mundial no Brasil. O secretário-geral da Fifa tido na entidade como o dirigente mais importante na organização dos mundiais. Foi assim na África do Sul, quando gerou ao criticar o país organizador do torneio.


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