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Após trabalhar até sua mente, Jadson agradece franqueza de Leão

Meia não vinha agradando, mas se destacou na partida contra a Portuguesa, com um gol e uma assistência

Gazeta |

Gazeta Press
Jadson fez as pazes com a bola contra a Portuguesa
Embora o discurso fosse de uma concordância amigável, Jadson não parecia nada feliz nas poucas palavras que disse na semana passada pouco após saber que não viajaria para Belém para enfrentar o Independente de Tucuruí. No domingo, porém, o camisa 10 foi decisivo com um gol e uma assistência na vitória por 2 a 1 sobre a Portuguesa. E agradeceu ao estilo de Emerson Leão por fazê-lo rever até a parte psicológica.

Leia também: Jadson comemora bom futebol e confiança recebida de Leão

"Para mim, foi muito bom. O Leão é um técnico experiente e tivemos uma conversa franca. A iniciativa de chamar foi dele, mas eu que escolheria se viajaria ou não. Falei que o ouviria por ter muitos anos no futebol. As coisas deram certo porque o Leão depositou confiança em mim para fazer o que eu sabia de melhor. Repeti algumas coisas e ajudei", comemorou.

O técnico demonstrou cautela com a parte física da contratação mais cara do futebol brasileiro em 2012 desde sua saída do Shakhtar Donetsk, há dois meses. Mas não foi apenas para se recondicionar que o atleta contratado por R$ 16 milhões (divididos em R$ 9 milhões mais 30% dos direitos econômicos do volante Wellington) foi barrado.

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"Fiquei treinando bastante a parte física e um pouco da questão mental. Foi uma semana bastante proveitosa. Por isso consegui ajudar no jogo. E pretendo crescer muito mais", avisou o meia, admitindo as dificuldades de alguém com uma personalidade mais tímida, como ele, trabalhar sob cobrança.

"Existe o lado da cobrança e é necessário saber lidar com isso. A pessoa com tranquilidade e confiança pode dar muito mais. Sem estar tranquilo, dificulta", apontou. E sua paz, aparentemente, vem de Leão. Tanto que, agora, Jadson confessa seus problemas de adaptação - principal dificuldade detectada pelo chefe -, mesmo após ter dito que isso não era "desculpa".

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"O mais difícil é o estilo de jogo. E o clima. Onde eu estava, é muito frio, aí chego aqui e encaro 30º C. É complicado", apontou o jogador, que ficou sete anos na Ucrânia. "Mas estou começando a me adaptar. O tempo vai passando aqui, tem jogos, treinos, e começo a ter mais entrosamento. Vou melhorando pouco a pouco."

E é no papo sincero com Leão que ele aposta para conseguir avaliações mais claras de seu desempenho. "Ter um técnico que conversa facilita muito. Ele expõe o que acha e posso também falar onde me sinto melhor jogando. É muito bom. Só tem a crescer o entrosamento do técnico com o jogador", comentou Jadson.

 

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