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Após sete anos, São Paulo reencontrará o interior do Brasil

Fora da Libertadores pela primeira vez desde 2003, time terá de superar eliminações para brasileiros em busca do título inédito da Copa do Brasil

Levi Guimarães, iG São Paulo |

Mesmo faltando um jogo para o final do Brasileirão 2010, ninguém no São Paulo esconde que o pensamento já está voltado para a próxima temporada. Uma temporada que, com certeza, será bem diferente das últimas sete. Pela primeira vez desde 2003 fora da Copa Libertadores, o clube do Morumbi terá de reaprender a disputar a Copa do Brasil, caminho mais curto para voltar a competição continental.

Reaprender porque trata-se de um torneio disputado no estilo mata-mata desde a primeira fase. E o histórico recente em disputas eliminatórias contra rivais brasileiros não tem sido dos melhores. Nas últimas cinco Libertadores, todas as eliminações foram diante de adversários do país: Internacional (2006 e 2010), Grêmio (2007), Fluminense (2008) e Cruzeiro (2009).

O reencontro com a segunda mais importante competição nacional é ainda mais marcante pelas declarações do principal ídolo são-paulino, o goleiro Rogério Ceni, que há dois anos afirmou não se enxergar disputando o torneio. Com todo respeito à Copa do Brasil, mas eu não consigo me ver jogando em Macapá, mas sim em Maracaibo, disse o camisa um em setembro de 2008, se referindo à capita do Amapá e à cidade venezuelana que frequentemente recebe jogos da Libertadores.

Na ocasião, o São Paulo estava longe do G-4, mas conseguiu reagir no segundo turno do Brasileirão e acabou conquistando o título, o que garantiu mais um ano longe da Copa do Brasil. Em 2009, o título não veio, mas com o terceiro lugar na tabela a vaga mais uma vez foi garantida. Mas em 2010 o desempenho caiu e não teve jeito, a vaga escapou.

Menos mal que Ceni, no dia seguinte à primeira declaração, já havia se corrigido. Visitaria Macapá com o maior prazer. E tenho certeza de que seria bem recebido, seria ótimo o São Paulo mandar um jogo lá, pois os torcedores da cidade teriam a chance de nos ver, afirmou.

Em busca do título inédito

Tendo até hoje o vice-campeonato em 2000 como melhor resultado na Copa do Brasil, o São Paulo buscará o único título que ainda falta para sua galeria de troféus. E, para a diretoria do clube, as eliminações recentes diante de adversários brasileiros não é motivo para temer uma competição inteira de jogos eliminatórios.

O São Paulo foi tricampeão seguido do Brasileiro jogando com times daqui. Nas eliminações não fomos competentes, mas não acredito em alguma dificuldade especial. Prefiro dar o mérito aos times que nos eliminaram. Até porque nesses anos, antes de sermos eliminados nós também vencemos outros times brasileiros, afirma o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes.

Os triunfos, no entanto, foram em menor quantidade que os tropeços. Nos cinco anos em que acabou derrotado por brasileiros na Libertadores, as únicas vitórias do São Paulo foram contra o Palmeiras, nas oitavas-de-final de 2006, e contra o Cruzeiro, nas quartas-de-final de 2010.

Prejuízo? Nem tanto, segundo a diretoria

Em termos de arrecadação para o ano que vem, a expectativa do São Paulo é de ter uma receita entre R$ 10 e R$ 12 milhões menor que em 2010 por conta da ausência na Libertadores, segundo o diretor de marketing Julio Casares. No entanto, João Paulo diz que isso não faz diferença para o departamento de futebol, por conta das também menores despesas ao disputar a Copa do Brasil.

Mesmo assim, o departamento de marketing planeja ações diferentes das realizadas em anos anteriores. Vamos apelar para o lado do ineditismo. A Copa do Brasil é o único campeonato que o São Paulo não tem, junto com a Sul-Americana, que é muito recente. Vamos fazer uma conclamação para que o torcedor compareça, disse Casares.

Outro aspecto que o marketing quer aproveitar é a possibilidade de promover o clube no interior do Brasil, algo que não vinha sendo possível nos últimos anos. Poderemos usar isso para agilizar a implantação das embaixadas são-paulinas. Temos um projeto chamado São Paulo itinerante que a ideia é trabalhar fortemente nessas localidades onde o São Paulo passa a ser novidade, onde há muitos anos o São Paulo não joga.

No elenco, promessa de novas caras

Desde a eliminação para o Inter na Libertadores 2010, o presidente são-paulino Juvenal Juvêncio destacou em diversas ocasiões o desejo de promover um aproveitamento em massa de revelações das categorias de base do clube em Cotia. Assim, desde agosto, jovens como Lucas, Casemiro, Lucas Gaúcho, Bruno Uvini e Zé Vitor subiram para o time profissional.

Embora a diretoria não admita abertamente, a disputa da Copa do Brasil em vez da Libertadores pode ser um fator facilitador da chegada desses novos jogadores à equipe principal, graças à menor pressão em comparação com o torneio continental.

Na prática a gente não pode garantir isso. É difícil você dizer que poderemos lançar jogadores em função de ter jogos não tão difíceis. Mas em tese isso é possível, principalmente nos primeiros jogos, quando você tiver um placar mais tranquilo. Acho que isso vai acontecer, mas também acho que vai acontecer no Campeonato Paulista, afirmou João Paulo.

Em relação a reforços, a expectativa é de que sejam poucas as contratações. O Carpegiani gosta muito do elenco do São Paulo. Pequenos ajustes serão feitos, mas nada volumoso. Apenas em determinadas posições.

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