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Após quase jogar no SP, 'Luganito' Coates quer novo Maracanazo

Revelação da Copa América, zagueiro uruguaio diz que não assinou com o São Paulo "por detalhes", e sonha com o tri em 2014

Felipe Rocha, especial para o iG, em Liverpool |

Felipe Rocha
Coates no Liverpool: ainda aprendendo
Pode chamar de ‘Luganito’ que ele atende. Ou, se preferir, ‘El Patrón’, outro apelido que recebeu da imprensa uruguaia e que, pronunciado, rouba um sorriso deste jovem zagueiro. Não para menos, aos 21 anos, Sebastián Coates ganhou o respeito dos jornalistas e torcedores de seu país por suas atuações com as camisas do Nacional de Montevidéu e da Celeste. Agora, defende o poderoso Liverpool, da Inglaterra.

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Com as boas atuações vieram as comparações com um velho conhecido do futebol brasileiro: Diego Lugano. O ex-são-paulino é uma das referências na carreira de Coates. E, por detalhes, a camisa do tricolor paulista não se tornou mais uma das semelhanças entre os dois uruguaios.

“Eu também acreditei que seria jogador do São Paulo. Havia muitos rumores que eu jogaria pelo clube, cheguei a conversar com o João Paulo (João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol), mas não houve acordo, faltaram detalhes”, revela o defensor.

Melhor para o Liverpool, que acabou sendo o destino do zagueiro que deixou a última Copa América não apenas como campeão, mas eleito a revelação do torneio. Futuro? Coates projeta uma história de sucesso pelos Reds e mais glórias com a sua pátria. O que, definitivamente, não é boa notícia para nós, brasileiros...

“No Uruguai, estamos sempre sonhando com o Maracanazo. Espero que em 2014 a história seja similar, mas que a final, desta vez, seja contra uma outra equipe, não o Brasil. Melhor assim...”, afirmou Coates em entrevista exclusiva ao iG, em Melwood Training Ground, o centro de treinamentos do Liverpool.

Veja também: Gerrard tem nova contusão e fica afastado do time do Liverpool

iG: Como está a adaptação em Liverpool?
Coates:
É a minha primeira mudança na carreira, o mais complicado na adaptação tem sido o idioma. Por mais que eu tenha estudado inglês quando era mais novo, tem sido a situação mais difícil. Ficar longe da família e dos amigos também não é fácil, mas eu já sabia que passaria por tudo isso e estou muito feliz no Liverpool, quero fazer história pelo clube. O Luis, Maxi, Lucas, Fábio e Doni, (Luis Suárez, Maxi Rodrígues, Lucas Leiva, Fábio Aurélio e Doni, os sul-americanos do elenco dos Reds) são os que mais me ajudam na adaptação.

iG: Dentro de campo, também tem notado muita diferença para o futebol uruguaio?
Coates:
É diferente, sim. Aqui é um futebol mais físico, o que para mim é bom. Tenho como características o jogo aéreo e a força na disputa de bola. Na Premier League, você acaba enfrentando mais jogadores de primeiro nível, jogadores de seleção. Estou buscando me adaptar o mais rápido possível, pois todo jogador quer jogar a todo o momento e, em um clube como o Liverpool, a disputa por posição é muito grande.

Getty Images
Coates contra Valdivia na Copa América: estilo duro igual ao de Diego Lugano

iG: Quem são suas referências na posição, jogadores que você admira?
Coates:
Minhas referências sempre são os companheiros que tenho a oportunidade de jogar com eles. O Diego Lugano é um dos melhores do mundo na posição e sempre me espelhei muito no que ele fazia nos treinos e jogos. Outros que pude jogar ao lado, como o Victorino, por exemplo, também me ensinaram muito. Aqui no Liverpool, tenho o Carragher, um histórico defensor do clube, e vou tratar de aprender com ele.

iG: Você citou o Lugano, como é a história de te chamarem de ‘Luganito’?
Coates:
(risos) Isso é coisa dos jornalistas lá no Uruguai. Eles dizem que sou parecido com o Diego, que temos características de jogo similares, o que para mim é uma comparação muito boa. Ele é um grande jogador e ídolo de todas as torcidas por onde jogou. Ser chamado de Luganito, então, é um grande elogio.

iG: O título da Copa América foi um sonho para você?
Coates:
Creio que já foi um sonho fazer parte da seleção uruguaia, conseguir entrar no grupo que havia conquistado o quarto lugar na Copa do Mundo, só isso já era um sonho realizado. Eu sabia que era muito difícil e, para mim, foi muito lindo conseguir meu espaço. Depois, tudo que sucedeu na Argentina foi ainda mais lindo, um sonho de criança que puder realizar.

iG: O atual sucesso do futebol uruguaio era difícil de se imaginar há 10 anos, não?
Coates:
Muito difícil. Creio que estamos passando por um ótimo momento, porque passamos por um bom projeto, um trabalho intenso de renovação do nosso futebol. Agora estamos apenas colhendo os resultados. Estamos entre as melhores seleções do mundo atualmente graças ao projeto bem sucedido.

AP
Coates e Forlán na Copa América: Uruguai campeão
iG: Já sonha com a Copa de 2014? É possível vencer novamente no Brasil?
Coates:
Oxalá! Oxalá que sim! Bom, se contar a nossa história no Brasil, a sorte está do nosso lado (risos). Queremos fazer uma boa campanha nas Eliminatórias e chegar com força para buscar o tricampeonato em 2014.

iG: Sonha com um novo Maracanazo, então?
Coates:
Sim, no Uruguai, estamos sempre sonhando com o Maracanazo. Espero que em 2014 a história seja similar, mas que a final seja contra uma outra equipe, não o Brasil. Melhor assim...

iG: Antes de acertar com o Liverpool, no Brasil a notícia era que você estava próximo de acordo com o São Paulo. Por que não deu certo?
Coates
: O que se passou no Brasil, se passou igualmente comigo: também acreditei que seria jogador do São Paulo. Havia muitos rumores que eu jogaria pelo clube, cheguei a conversar com o João Paulo (João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol), mas os clubes não chegaram a um acordo e não deu certo. Jogar no São Paulo seria um passo muito lindo na minha carreira, um clube grande, eu continuaria perto do Uruguai, mas não houve acordo.

iG: Chegou a conversar com o Lugano sobre o clube?
Coates:
Conversamos algumas vezes. Ele já tinha até me contado como era morar em São Paulo, como era o clube, estive realmente próximo de jogar lá. Faltaram detalhes...

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