Apesar de remunerados, juízes brasileiros não têm registro em carteira de trabalho e, quando não estão apitando, se dedicam a outras profissões

A arbitragem é um dos temas mais discutidos por todas as equipes que tem algum objetivo nesta reta final do Campeonato Brasileiro. No entanto, os juízes de futebol e seus auxiliares não são profissionais. Apesar de serem remunerados, não têm registro em carteira de trabalho e, quando não estão apitando, se dedicam a outras profissões. A situação incomoda William, capitão do Corinthians, líder do Brasileirão.

"O que me preocupa é a morosidade em profissionalizar os árbitros do Brasil. Sempre ouço falar desta ideia e nunca ninguém apresenta uma proposta concreta", diz o zagueiro. Para William, é um absurdo que, nos jogos de futebol, todos sejam profissionais - jogadores, comissão técnica, imprensa - menos a arbitragem. "Estamos prestes a receber uma Copa do Mundo e seguimos muito atrasados neste setor".

Para o confronto do próximo domingo, contra o Vitória, em Salvador, o juiz será Carlos Eugênio Simon. No jogo do Cruzeiro, que recebe o Vasco no mesmo dia, o árbitro escolhido foi Leandro Vuaden. Após a polêmica do último sábado (os mineiros reclamaram muito da arbitragem na derrota diante do Corinthians por 1 a 0), os jogadores querem esquecer o assunto.

"Não gosto de focar no árbitro, não é o mais importante da partida", declara William. "Nós só temos que fazer nossa parte e esperar que o Simon tenha um bom jogo também", completa o meia Danilo, que será titular diante do Vitória, no lugar do suspenso Bruno César.

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