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Futebol
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Após melhor ano, Marcelo Grohe administra a reserva no Grêmio

Goleiro teve desempenho superior ao de Victor e mantém sonho de chegar à seleção

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

Bruno Junqueira/TratoTXT
Marcelo atuou menos, mas defendeu mais do que Victor
Nem tudo em 2011 deverá ser esquecido pelo Grêmio . Em um ano sem títulos e com muitos tropeços, uma promessa finalmente virou realidade. Marcelo Grohe não só substituiu Victor à altura como superou o titular. Os números mostram que o reserva teve melhor índice de defesas entre Gauchão, Libertadores e Brasileirão.

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O desempenho não mudou a realidade do banco de reservas. A situação o incomoda, claro, mas não ao ponto de perder a paciência. O camisa 12 administra a situação, tenta aprender ao máximo, deixa o futuro indefinido e ainda mantém o sonho de chegar ter o mesmo destino do companheiro: chegar à seleção brasileira.

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Este foi o resumo da entrevista que concedeu ao iG. A seguir, os principais trechos.

iG: Victor sofreu lesões e foi convocado para a seleção muitas vezes em 2011. Você entrou e correspondeu. A torcida até pediu titularidade. Foi o melhor ano no Grêmio?

Marcelo: Cheguei ao Grêmio em 2000, estreei no profissional em 2005 e tive bom ano em 2006. Agora, foi um dos melhores, sim. Tive sequência de jogos, algo fundamental para o goleiro. Necessitava disso para provar a minha qualidade. Finalmente conquistei a confiança da torcida. A grande diferença é a minha experiência agora. Tenho 24 anos, quando comecei tinha 19. Aprendi muita coisa. Graças a Deus as lesões também sumiram...

Marcelo x Victor

Média de defesas por partida

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iG: Os números comprovam as boas atuações. Você teve melhor média de defesas em todas as competições na comparação com Victor...

Marcelo: Fico feliz, mas não me ligo nos números. O treinamento é o mesmo para todos os goleiros. Depende do jogo, do adversário, do local, enfim, de uma série de situações. Todos tentam fazer o melhor.

iG: Mas isso não comprova a sua condição de ser titular? Ou não chegou a hora de buscar outro clube para ter maior sequência de jogos?

Marcelo: Se disser que a reserva não me incomoda, estarei mentindo. Agora, sou um cara paciente. Fui reserva do Galatto, do Saja e agora do Victor. Meu momento vai chegar. Tenho 24 anos e, geralmente, o goleiro chega ao auge aos 26. Tenho tempo. Não adianta eu sair e ir para um lugar pior. No futebol nunca se sabe o dia de amanhã. Não sei o que vai acontecer.

iG: É possível alcançar os seus sonhos mesmo sendo reserva? Quais os sonhos ainda não conquistados?

Marcelo: É engraçado. Cheguei ao Grêmio em 2000, época em que o clube ganhava tudo. Agora, vive um jejum (a última grande conquista foi a Copa do Brasil de 2001). Os jogadores sentem isso. A torcida pode ter certeza que vamos trabalhar mais no ano que vem para sermos campeões novamente. Esse é um deles. O outro é chegar à seleção. Hoje é difícil, claro, mas sei do meu potencial. Todo jogador sonha com isso. Eu estive na seleção sub-20 (preparação para o Sul-Americano de 2007), mas me machuquei. Quero ter a chance novamente.

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