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Futebol
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Após ¿fase pop star¿, Muricy Ramalho se isola no interior

Técnico deixou o Fluminense e passou dez dias em evidência. Agora, diz que vai descansar em Ibiúna, onde tem um sítio

Paulo Passos, iG São Paulo |

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Em "fase pop star", técnico esteve com o ator Murilo Benício nos estúdios da Rede Globo
“Fiquei impressionada com o Muricy. Ele fala o que pensa mesmo”. O comentário não foi feito por um torcedor, dirigente ou jornalista. A frase saiu da boca da cantora Paula Toller, da banda Kid Abelha, na última quinta-feira. A artista dividiu estúdio com o treinador na gravação do programa “Altas Horas”, da Rede Globo.

O episódio dá uma medida de como tem sido a rotina do ex-comandante do Fluminense nas últimas duas semanas. Desde que deixou o clube, Muricy Ramalho esqueceu a fama de ranzinza e rabugento e aceitou quase todos os convites para aparições em rádio e televisão. A convivência com jogadores, cartolas e até os ratos, que ele mesmo disse haver no vestiário das Laranjeiras, onde o Fluminense treina, foi trocada pelos bate-papos com jornalistas e artistas.

No programa da Rede Globo, por exemplo, que vai ao ar no próximo sábado, ele esteve ao lado do ator Murilo Benício e do autor de novelas Walcyr Carrasco. De calça e camisa preta, Muricy entrou no estúdio com o caminhar um pouco tímido. Foi saudado pela platéia de adolescentes. Só perdeu em aplausos para o ator global, que despertou gritos histéricos das meninas.

Na hora das perguntas, porém, o treinador foi o campeão de pedidos. O que levou, inclusive, o apresentador do programa, Serginho Groisman, a fazer um apelo à platéia. “Gente, agora é para perguntar para o Murilo!”, pediu.

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Serginho Groisman e Muricy Ramalho. Técnico deu mais de 20 entrevistas após sair do Flu
Não ida para a seleção, futuro no Santos, motivo da saída do Fluminense, ida de jogadores para a Europa, brigas com jornalistas, influencia dos empresários e ética no futebol: quase tudo era assunto para Muricy ser questionado e, é claro, responder.

“Não fui porque tinha dado a minha palavra. Está difícil ser correto no Brasil”, comenta sobre o episódio da seleção, em julho, quando ficou no Fluminense, após convite da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A temática de “defesa da ética” é mantida em quase todas as respostas. “Comigo não tem isso, de lei de Gerson, de tirar vantagem em tudo”, diz.

“Eu sabia que ele era assim. Já queria trazer ele há algum tempo”, revela Groisman, que diz ter feito o convite há dois meses, quando os dois se encontraram no Rio de Janeiro. “Eu acho o maior barato o jeito dele meio irônico nas entrevistas do jogo.Claro, vendo de casa. Vocês que fazem as perguntas não devem gostar muito...”.

Evidência

Photocamera
"Preciso tirar o Fluminense do corpo¿, diz Muricy
Após a saída do Fluminense, no dia 13 de março, Muricy Ramalho não saiu da mídia. A assessoria de imprensa do técnico calcula que foram mais de 20 entrevistas em 10 dias. “Na segunda-feira após a demissão ele começou a falar às 8h30 e só parou às 21h”, conta Josiane Ribeiro, que trabalha há quase dez anos com o técnico.

Foi em uma entrevista, à Rádio Globo, que o treinador ouviu o convite do presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. “Ele que externou isso. Eu nem gosto de colocar público, até porque tem outros times que me querem também”, afirma Muricy.

Agora, ele pretende dar um tempo nas aparições. Conta que vai para o seu sítio em Ibiúna, no interior de São Paulo. “Não quero assumir nada agora. O Márcio (seu empresário) não está autorizado a tratar de contrato com ninguém".

A última frase virou quase um mantra para o técnico. “Quero descansar. Até o Brasileiro eu volto. Preciso ganhar mais um. Tenho poucos, né?”, brinca o homem que venceu quatro vezes o título.

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