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Após conversa com o pai, filho de Abel decide ficar no Flu

Volante do time de juniores, Fábio diz que pedido da comissão técnica também pesou na decisão

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

Um dia antes da apresentação de seu pai como técnico do Fluminense, Fábio, volante do time de juniores do clube, disse numa visita às Laranjeiras que não sabia se queria continuar vestindo a camisa tricolor. O motivo era simples: aos 18 anos, ele não queria ser visto em Xerém como “o filho do Abel”, e sim como um jovem talentoso. Mas bastou uma rápida conversa com o pai e alguns pedidos importantes para Fábio mudar de ideia e decidir ficar.

“Não teve polêmica. Eu apenas disse que havia a chance de sair pelo fato de algumas pessoas não saberem separar as coisas. Eu não quero ser visto como o filho do Abel e sim como um jovem que pode vencer por seus méritos e qualidades. Mas conversei com meu pai e ele me disse para esquecer isso. Alguns companheiros e membros da comissão técnica também me pediram para ficar e eu decidi continuar”, disse Fábio.

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Integrante do elenco tricolor que disputou a última Copa São Paulo de Juniores, o volante diz que o pensamento em deixar às Laranjeiras não foi à toa. No clube desde 2009, quando trocou o time juvenil do Internacional pelo Fluminense, Fábio afirma que assim que o clube anunciou o acerto verbal com Abel Braga, em março, algumas piadinhas começaram a surgir em Xerém.

“Na minha frente nunca ninguém falou nada. Mas depois que meu pai acertou com o clube eu ouvi através de amigos que outros atletas disseram que eu seria beneficiado por ser filho dele. Meu pai é profissional e jamais faria isso para me favorecer. Pelo contrário, tenho certeza de que eu seria muito mais cobrado do que os outros”, desabafou Fábio.

Justamente para evitar esse tipo de constrangimento, Fábio admite que omitiu que era filho de Abel Braga assim que chegou ao clube.

“Fiz isso por mim. Eu queria que as pessoas enxergassem minhas qualidades, independentemente de quem era meu pai. Mas alguns jogadores já desconfiavam e depois de um tempo meu técnico contou durante a preleção antes de uma partida. Mas nada mudou porque todos reconheceram meu valor e sabiam o quanto eu ralava e me dedicava nos treinos”, lembra o volante.

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Embora tenha pensado em deixar o Fluminense, Fábio reconhece que um dia gostaria de ser treinado por Abel Braga. No entanto, ele garante que a vontade é muito maior pela qualidade do treinador do Fluminense do que pela ligação familiar.

“Eu tenho o sonho de ser treinado por ele pelo lado profissional e não apenas por ele ser meu pai. Ele é meu ídolo como técnico e um cara que admiro demais. Eu aprendi muito com ele em casa e gostaria também de aprender em campo”, revela Fábio, que um dia gostaria de conhecer o levantador Bruninho, da Seleção Brasileira masculina de vôlei.

“Ele é um cara que eu gostaria muito de conhecer. Eu imagino a barra que ele deve ter passado quando o Bernardinho cortou o Ricardinho e o convocou para a Seleção para a disputa do Pan do Rio”, completou o volante.
 

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