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Após condomínio, Grêmio planeja inaugurar Arena sem dívidas

Desde 2005, após criação de programa, time gaúcho reduziu rombo financeiro em R$ 23 milhões

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

Getty Images
Anderson, atualmente no Manchester United, rendeu ao Grêmio mais de R$ 20 milhões
Cenário 1. Time na segunda divisão, clube endividado ao ponto de ter renda e bens penhorados e torcida descrente.

Cenário 2. Time recuperado, clube com dívidas saneadas e torcida esperançosa.

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Desde 2005, o Grêmio precisou recuperar não só o futebol bem como a sua vida financeira e jurídica. A saída da Série B demorou um ano, porém, a recuperação administrativa do clube levou outros seis. Tanto que no ano que vem a direção tem um projeto ambicioso: inaugurar a Arena, novo estádio, no final de 2012, sem dívidas. A julgar pelo o que vem sendo feito será possível.

“Começamos a luta para voltar à elite com quatro oficiais de justiça penhorando a renda a cada jogo e com todos os bens bloqueados pela Justiça. Demorou, mas hoje estamos com o nome limpo na praça”, relembra Mauro Rosito, diretor financeiro do Grêmio.

A mágica feita tem nome: Condomínio de Credores. E uma simples explicação: ao destinar percentuais de venda, empréstimo ou indenizações de formação de todos os jogadores negociados para pagamento de dívidas, o Grêmio saiu do buraco. Claro que precisou da compreensão de quem tinha dinheiro a receber. Em troca da suspensão das ações na Justiça, ex-jogadores, empresários, investidores e fornecedores entraram no programa e passaram a ter a certeza de que iriam receber.

Em 2005, então, a direção dividiu 40 reclamantes, que totalizavam 250 ações, e os dividiu em grupos. Cada um receberia 30% a cada venda ou 70% dos direitos de formação de gremistas revendidos. O primeiro foi com a saída de Anderson, então, para o Porto por R$ 20 milhões. Desde então, o clube arrecadou cerca de R$ 100 milhões com outras vendas – como as de Lucas, Carlos Eduardo, Réver e Douglas Costa.

Claro que alguns reclamantes não aceitaram entrar no programa. O ex-jogador Zinho, que atuou no clube entre 2000 e 2003, é um exemplo. Recentemente, a direção quitou a dívida com o pagamento de R$ 7 milhões.

Há também a dívida com o governo federal, basicamente com impostos devidos, que beira os R$ 150 milhões. Este valor, porém, foi renegociado e é pago mensalmente com a exploração da loteria Timemania e, portanto, não preocupa a direção.

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