Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Após bom início, Roberto Carlos deixa clube pela porta dos fundos

Acabou em menos de um mês a temporada que havia começado bem para o lateral e para o Corinthians

Bruno Winckler, iG São Paulo |

O Corinthians iniciou a temporada sem preocupações com sua lateral-esquerda. Tinha como titular da posição um jogador assíduo na maioria dos jogos de 2010 e com currículo inquestionável. A primeira partida deste lateral-esquerdo em 2011 confirmava a boa expectativa para mais um grande ano. Teve até gol olímpico do camisa 6 na estreia do time em 2011, contra a Portuguesa, no Pacaembu, dia 16 de janeiro.

Menos de um mês depois tudo mudou. Uma lesão mal-explicada acompanhada de uma eliminação precoce do Corinthians na Libertadores encerraram a até então boa passagem de Roberto Carlos pelo clube, iniciada em janeiro de 2010. Neste sábado, o presidente Andrés Sanchez confirmou a saída do lateral do Corinthians. O contrato do atleta era até dezembro.

nullA turbulenta saída de Roberto Carlos do Parque São Jorge começou a se desenhar 10 dias depois daquele gol olímpico, no mesmo Pacaembu. Era a estreia corintiana na Libertadores contra o Tolima. Após ser substituído no decepcionante empate por 0 a 0 o jogador reclamou de dores insuportáveis. O médico do clube, Júlio Stancati, um dia após a partida, disse que não estava preocupado com a lesão, uma mialgia, e que ela não representaria problema para o jogo da volta, uma semana depois, na Colômbia. Fato é que, devido a esta lesão, a última partida de Roberto Carlos pelo Corinthians foi o jogo de ida contra o Tolima.

Em Ibagué, na véspera do jogo contra o time local, o jogador foi sacado por Tite, que alegou “falta de segurança e de intensidade” de Roberto Carlos com seus movimentos. Ausente do jogo, o lateral viu seu substituto Fábio Santos jogar muito mal e o Corinthians ser eliminado após derrota por 2 a 0.

De volta ao Brasil, o jogador se reapresentou com o restante do elenco no CT do Parque Ecológico, sexta-feira, dia 4. Ele inclusive conversou com alguns dos torcedores que foram protestar no clube naquela tarde. Até ali não dava sinais de que sairia do clube.

Gazeta Press
Roberto Carlos fez seu último treino na quinta-feira

No sábado, dia 5, porém, com os protestos violentos protagonizados por membros de facções organizadas do clube, o cenário começou a mudar. Ronaldo, Dentinho, Paulo André e Roberto Carlos, jogadores que deveriam se recuperar de dores musculares na academia do CT, foram orientados a não se dirigirem ao local. Acabaram indo para uma academia no Shopping Eldorado, em São Paulo, onde se encontraram com um grupo de torcedores exaltados. Xingado e ameaçado, Roberto Carlos se sentiu acuado.

Fora do clássico contra o Palmeiras, o jogador se reapresentou na segunda-feira com os demais companheiros. Treinou normalmente sem esboçar problemas musculares. Na terça-feira, idem. Quarta-feira, porém, antes da partida contra o Ituano, o jogador esteve com diretores do clube para relatar que estava sendo ameaçado e que pediria para ter seu contrato rescindido. Disse que não se sujeitaria a esse tipo de acossamento.

Bruno Winckler
Duílio Monteiro Alves, diretor do Corinthians

Na quinta-feira, em entrevista coletiva, o diretor adjunto Duílio Monteiro Alves, disse que o destino do jogador no clube seria decidido em reunião no dia seguinte. E deixou claro. “Queremos que o Roberto Carlos continue aqui, mas se ele não estiver feliz o melhor para ele e para o Corinthians é que não siga conosco”, disse o diretor.

No mesmo dia foi noticiada uma oferta do Los Angeles Galaxy e outra do Anzhi Makhachkala, da Rússia, interessados no jogador. Seu empresário, Fabiano Farah, ao iG, confirmou que esteve no exterior recentemente, mas que Roberto Carlos seguiria no Corinthians. O salário proposto pelos russos a Farah é três vezes maior do que o jogador recebe no Corinthians: US$ 1,3 milhão por mês.

A sexta-feira, contudo, começou com outra perspectiva. Ao meio-dia, Roberto Carlos, em conversa ao vivo com o são-paulino Rivaldo na TV Bandeirantes, disse via rádio que seguiria no Corinthians. Naquele instante, Farah, Duílio e Sanchez já iniciavam a reunião que definiria o futuro de Roberto Carlos. O jogador foi liberado dos treinos da tarde para participar do encontro. Por volta das 17 horas, por telefone, ao iG, Roberto Carlos foi contra a corrente e disse que seu desejo era continuar no clube.

Com um salário de R$ 300 mil no Corinthians, o jogador tem um série de contratos publicitários com o clube que vão dos seus bonequinhos personalizados a uma linha de carnes personalizada do Corinthians que ajudou a exportar para a Turquia, onde tem negócios. A demora para o encerramento destes acordos emperrou o anúncio oficial do fim do casamento de Roberto com o Corinthians. Casamento que teve naquele gol olímpico contra a Portuguesa seu último momento de verdadeira comunhão.

Leia tudo sobre: corinthiansroberto carlos

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG