Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Após amistoso, jogadores questionam experiências com tecnologia para arbitragem

Jogo entre as seleções de SP e RJ teve inovações tecnológicas testadas. Tempo gasto na discussão de lances duvidosos foi criticado pelos atletas

Levi Guimarães e Paulo Passos, iG São Paulo |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=esporte%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237882421655&_c_=MiGComponente_C

Neymar cai a poucos passos da área. O juiz marca falta. Antes da cobrança, o técnico do time adversário, Zico, questiona a marcação. Ao invés da queixa gerar uma advertência ou até mesmo expulsão, ela é ouvida e os capitães das duas equipes são chamados para rever o lance em um monitor ao lado do banco de reservas.

A cena parece surreal, mas ela aconteceu nesta quinta-feira em São Caetano. Na vitória de 3 a 1 da seleção paulista sobre a carioca, no Anacleto Campanella, foram testadas inovações tecnológicas para a arbitragem.

Uma das mais inusitadas foi a discussão de lances polêmicos durante a partida. Cada treinador tinha direito a pedir para revisar dois lances, uma a cada tempo, com o auxilio do replay. A jogada era vista pelos cinco árbitros e por um representante de cada equipe. Após a exibição, em um monitor ao lado do banco de reservas, o colegiado votava se a marcação do juiz deveria ser revista. O processo durava em média cinco minutos.

Vipcomm
Jogadores e árbitos observam replay de um lance duvidoso

É legal discutir novidades, mas desse jeito acho inviável. Imagina um jogo em Porto Alegre, no frio, e você para alguns minutos para discutir um lance?, questionou Elano, uma dos convidados do amistoso. Acho que vale o auxílio da imagem, mas não durante o jogo, porque ai prejudica até a parte física, completou.

A principal estrela do amistoso também questionou a parada para a discussão de lances. Para Neymar, interromper a partida atrapalha os atletas. O santista, porém, brincou: o bom é que poderíamos fazer duas dancinhas. Uma quando o juiz marca e outra depois de ver o replay, afirmou.

Cartão azul
Além do direito dado aos jogadores de visualizar o replay de um lance polêmico, outras inovações foram testadas na partida entre as seleções paulista e carioca. O árbitro do jogo tinha um cartão azul, além do vermelho e do amarelo. Ele era utilizado para aplicar uma punição mais branda. Quando o jogador recebia essa advertência, ficava dez minutos fora do jogo.

Os técnicos também tinham o direito de fazer quantas substituições desejassem e os jogadores que saiam poderiam voltar em outra troca. 

Como teste foi interessante, mas precisamos ver isso em uma competição, em jogo valendo, afirmou Sálvio Spinola, árbitro que trabalhou no amistoso. Acho que existem pontos positivos e os negativos. O principal positivo é a alternativa de legitimar o resultado. Se conseguirmos fazer algo mais ágil, melhor ainda, completou.

O amistoso foi organizados pelos sindicatos de atletas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Segundo as entidades, um relato da experiência será enviado à Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) e à CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Leia tudo sobre: futebolneymarsantos

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG