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Futebol
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Após agressão a colega, jogadores do Palmeiras adiam viagem

Embarque para o Rio, onde time enfrenta o Flamengo, ocorreria nesta terça. Houve quem defendesse boicote

Gazeta* |

Futura Press
João Vitor presta depoimento após agressão
A agressão de torcedores ao volante João Vitor, na tarde desta terça-feira, na loja oficial do Palmeiras na sede do clube, mexeu com o elenco alviverde. Depois de passar pelo Hospital São Camilo, o jogador retornou à Academia de Futebol com curativos no rosto. A imagem do colega ferido, após ser agredido a chutes por torcedores do próprio clube abalou o restante do grupo.

Veja também: Torcedor depõe contra João Vitor

Reunidos na Academia de Futebol, os jogadores decidiram que não pegariam o voo que os levaria ao Rio, saindo de São Paulo às 21h. Chegou-se a cogitar que o Palmeiras não entrasse em campo para pegar o Flamengo, quarta à noite, no Engenhão. A opção, porém, tornou-se inviável, porque um W.O. causaria problemas na justiça desportiva e faria mal à maior vítima da violência: os próprios jogadores.

Apesar da decisão de cumprir com a obrigação e entrar em campo, os jogadores do Palmeiras não passarão a noite concentrados. Eles só voltam a se reunir já no aeroporto, na quarta, antes do embarque para o Rio. O clube, porém, não divulgará o horário da viagem. Estuda-se, inclusive, que os atletas viajem em grupos, espalhados por diversos voos, para evitar novos atos de vandalismo da torcida.

Leia ainda: Mustafá age para manter futebol no amadorismo

Futura Press
João Vitor voltou à Academia após o depoimento
Já o presidente Arnaldo Tirone se disse consternado com a agressão de torcedores ao volante João Vitor, nesta terça-feira. O dirigente promete dar todo o suporte ao atleta, que foi agredido por cerca de 15 vândalos na rua onde fica o Palestra Itália, na zona oeste de São Paulo. Tirone espera que os responsáveis pelo ato sejam punidos.

"Eu fico triste, é como se fosse com meu filho, peço desculpas à família dele. Quem está errado vai ter que pagar, não aceito essa postura, não é isso que demonstramos no Palmeiras. Agredir um atleta não pode acontecer, pelo amor de Deus. Estou muito chateado", afirmou o dirigente, em entrevista à Rádio Estadão ESPN.

Tirone afirma que João Vitor não pode ser responsabilizado pelos problemas e a falta de títulos do Palmeiras. Em 2011, o clube novamente acumula fracassos e, por isso, já planeja modificações no próximo ano. "Que culpa tem o João Vitor? Ele é nosso patrimônio, um menino, uma promessa, vamos ajudá-lo de todas as formas", prometeu.

No Palmeiras, os casos de agressão já foram registrados em outras oportunidades. Em 2009, Vagner Love trocou socos e chutes com torcedores na saída de um banco. Tirone teme as consequências do fato para o trabalho no clube.

"Isso atrapalha, claro que atrapalha até no trabalho do nosso técnico. Como vai trabalhar com esse ambiente? Todo dia tem um problema", lastimou Tirone.

Entre para a Torcida Virtual do Palmeiras e comente mais uma polêmica no clube

*Com Agência Estado

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