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Apesar do interesse do Corinthians, André descarta voltar ao futebol brasileiro

O ex-atacante do Santos, chamado por Mano Menezes em todas as convocações da seleção brasileira, pretende continuar na Europa

Samir Carvalho, iG São Paulo |

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A primeira revelação do Santos nesta temporada a deixar o futebol brasileiro, o atacante André, atualmente no Dínamo de Kiev, da Ucrânia, despertou o interesse do clube ucraniano após marcar 26 gols no primeiro semestre deste ano, jogando ao lado de Robinho, Neymar e Paulo Henrique Ganso. Em entrevista exclusiva ao iG, André fala sobre sua adaptação ao futebol europeu, seleção brasileira, revela ter saudades do amigo Neymar, e descarta a possibilidade de jogar no Corinthians.

O atacante ficou feliz com o suposto interesse do Corinthians em contratá-lo para a temporada 2011, e principalmente pela possibilidade de formar dupla de ataque com Ronaldo. Porém, André deixou claro que pretende estender sua carreira na Europa. Voltar para o Brasil é muito cedo. Fico feliz que fui lembrado pelo Corinthians. Seria legal jogar com o Ronaldo, mas minha intenção é ficar na Europa, afirma. 

Aos 20 anos, o atacante André esteve presente em todas as convocações do técnico Mano Menezes para a seleção brasileira. O jogador foi chamado para disputar os quatro amistosos que a seleção jogou após a Copa do Mundo da África: contra Estados Unidos, Irã, Ucrânia e Argentina.

Divulgação
André deu a dica para Keirrison: é só colar em seu amigo Neymar que os gols irão sair

Natural de Búzios, André foi revelado pela Cabofriense-RJ. O jogador estreou pelo Santos em 2009, mas só conquistou seu espaço no time titular nesta temporada, depois da chegada de Dorival Júnior. Após conquistar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil no primeiro semestre deste ano, o atacante foi vendido para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia.

O clube europeu desembolsou 8 milhões de euros (cerca de R$ 18 milhões na época) para fechar um contrato de cinco anos com André. Embora o Santos tivesse apenas 35% dos direitos econômicos do jogador, o clube ficou com 50% do valor, após um acordo com a Cabofriense, que tinha 40% e o grupo DIS, que detinha 25% do atleta.

Confira a entrevista completa do atacante André:

iG: Você já está adaptado na Europa?
André: Tranquilo. Só questão do idioma que é complicado. O clube é bom, a estrutura é boa. Dá para morar tranquilo aqui (Ucrânia). Dizem que o frio é insuportável, mas não é  verdade. Só de manhã o frio é intenso, no resto do dia eu fico até sem camisa.

iG: É verdade que o Betão (ex-zagueiro do Corinthians) ajuda vocês no idioma?
André: Então, estou falando um inglês canalha. O Betão fala bem a língua daqui, ele praticamente é ucraniano. Ele é muito importante não só para mim, mas para a maioria dos brasileiros aqui. Ele passa sempre o que o treinador fala. É muito mais confiável.

iG: Já cometeu alguma gafe por causa do idioma?
André: Já sim. No restaurante, por exemplo, nunca vem o que você pede. Sempre vem uma coisa a mais ou a menos. Pede o frango, vem algo mais. Tem um parceiro meu que comeu coelho achando que era frango.

iG: Você disputa a posição com o Shevchenko?
André: Eu tenho jogado aqui. Entrei aos poucos nos jogos. Na minha posição joga o Shevchenko, ele tem muita moral no país. Estou treinando bem e espero me consolidar como titular.

iG: Você fez parte de todas as convocações do Mano Menezes para a seleção. O que dizer?
André: Fiquei até um pouco surpreso, fui convocado em todas pelo Mano. Isso é a prova que o trabalho esta sendo bem feito. Cada convocação é um clima diferente. Para quem está aqui fora, a seleção é um desafogo. Você fala até demais. Essa foi especial porque fiquei no mesmo quarto com Neymar.

iG: Como foi o reencontro com Neymar?
André: A gente não falou muito de bola, conversamos mais das coisas particulares, sobre família. Foi coincidência, ficamos no mesmo quarto. A primeira coisa que fui ver eram os quartos, e fiquei feliz quando soube que ficaria com ele.

iG: Existe alguma semelhança no trabalho de Dorival Júnior e Mano Menezes?
André: Sim. Os dois foram os melhores treinadores que já trabalhei, o Dorival Júnior ganhava o grupo na conversa, e o Mano também. São dois excelentes treinadores.

iG: Como foi o clima depois da derrota para a Argentina
André: É chato. Perder é sempre ruim. Mas temos que ver pelo lado positivo. Foi o primeiro gol que tomamos em quatro jogos. Vamos começar o ano que vem bem melhor para irmos bem à Copa América.

Divulgação
Com os passes de Ganso e Neymar, André fez muitos gols no primeiro semestre

iG: O Neymar não escondeu a alegria de conhecer o Ronaldinho Gaúcho. E você?
André: Ele chegou bem em cima da hora no treino. Estava treinando ali e pensando como seria quando ele chegasse. Só aumentou o meu carinho e admiração por ele. A humildade dele é incrível, ele é sensacional.

iG: Faz parte dos seus planos jogar as Olimpíadas?
André: Com certeza. A primeira coisa é se firma na seleção, jogar a Copa América e as Olimpíadas. O Brasil nunca conquistou essa medalha e podemos entrar para a história. Quero me manter na seleção, um ambiente maravilhoso. Esses torneios serão importantes para minha carreira.

iG: Apesar das convocações, você não teme perder visibilidade na Ucrânia?
André: Todo mundo falava isso, que não tem futebol. Tem sempre o exemplo bom e ruim. Temos que seguir o exemplo bom, o Elano esteve por aqui e sempre foi convocado. Não sigo os maus exemplos.

iG: Você voltaria a jogar no Brasil em 2011?
André: Voltar para o Brasil é muito cedo. Acabei de chegar. Quero ficar aqui na Europa. Conhecer mais coisas aqui, ficar mais um tempo aqui no Dínamo de Kiev, e depois ir para um clube de mais expressão na Europa. Quero também jogar grandes torneios aqui

iG: O Corinthians tem interesse em contratá-lo?
André: Fiquei feliz por ser lembrado, ainda mais pelo Corinthians que é um grande clube. O momento agora não (voltar e jogar no Corinthians). Seria legal jogar com o Ronaldo, mas minha intenção é ficar um pouco mais aqui na Europa

iG: O que você sente mais falta do Brasil?
André: Saudades do tempo que a gente aprontava na Vila, da bagunça no vestiário. Aqui falta um pouco disso, o povo é um pouco fechado. Não tem brincadeira no vestiário e no ônibus, isso faz falta

iG: Como viu a queda de rendimento do Santos?
André: Eu assisto direto pela internet, às vezes passa os jogos na televisão. Nós acompanhamos tudo, o carinho é grande pelo Santos. Isso é normal. Saiu à base do time: eu, o Wesley, o Robinho. O Ganso se machucou. É normal essa queda.

iG: O Keirrison chegou para substituí-lo no Santos, mas não faz gol. Qual a receita para ser artilheiro no Santos?
André: É só ficar do lado do Neymar. O Keirrison é gente boa, a falta de gol é normal, ele ficou um tempo sem jogar. Futebol na Europa é diferente. Ele está sentindo a diferença de treino. Tem que ter paciência com ele.

iG: O Guilherme, ex-atacante do Cruzeiro, joga com você no Dínamo. Dizem que ele pode jogar no Santos.
André: Ele trabalhou com Adilson Batista no Cruzeiro, ele (Adilson) gosta do Guilherme. Falei para ele que pode ir, é um excelente clube, uma excelente cidade. Pode ir que ele não vai se arrepender

 

 

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