Técnico do Atlético-MG vê pontos positivos em derrota e detecta os vilões da campanha ruim no Brasileiro

O técnico Cuca tem pouco mais de uma semana de Atlético-MG e tem encontrado muitos problemas para montar um time. Seja contusão, suspensão e ou até mesmo indisciplina. O fato é que em três partidas no comando do Atlético-MG, Cuca usou três formações diferentes, com esquemas diferentes e escalações diferentes. No entanto, as derrotas para Botafogo , Coritiba e por último Corinthians não abalam a confiança do treinador atleticano.

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Apesar de não ter um começo nada animador no comando técnico atleticano, Cuca acredita no potencial da sua equipe e fala em disputar o título do segundo turno. Com apenas 15 pontos em 17 partidas , o Atlético-MG está dentro da zona de rebaixamento e pode ter de vencer os dois próximos jogos, contras Botafogo e Cruzeiro para não virar o turno dentro dela.

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“Eu já tenho na minha cabeça o que nós de necessidade, em todos os sentidos, para que a gente possa fazer um bom segundo turno, para buscar o título do segundo turno. Tem muita coisa boa que a gente tem de levar em conta, mesmo tendo perdido o jogo”, comentou Cuca, tendo a partida contra o Corinthians como a sua referência.

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Mas por conta da campanha pífia para um clube que investiu mais de R$ 28 milhões em contratações somente na temporada 2011, o Atlético-MG vai precisa mesmo de boa campanha para evitar o rebaixamento. Com 15 pontos, o time mineiro teria de alcançar 45, marca estipulada pelos matemáticos como uma pontuação de segurança.

Ano passado, por exemplo, o Grêmio foi o campeão do segundo turno, com 43 pontos conquistados. Depois de virar o turno com apenas 20 pontos e na 16ª colocação, a equipe gaúcha, então comandada por Renato Gaúcho , conquistou uma vaga na Copa Libertadores, ao fazer o melhor segundo turno desde que o Brasileirão passou a ser disputado por 20 clubes.

Para reagir no Brasileirão, Cuca já achou os dois principais fatores que precisa mudar no Atlético-MG. Primeiro é o lado psicológico, já que o time se abate facilmente diante da primeira adversidade. “ Se ganha hoje (ontem), a torcida te apoiando e entendendo que o time estava fazendo por onde. E é tudo o que a gente quer. Não vou jogar fora o que foi feito na primeira etapa, vou tirar muito proveito disso, como também não vou jogar fora o que foi feito na segunda etapa. Temos muito trabalho em todos os sentidos, dentro e fora do campo também”.

Outro ponto é a questão física, tanto que o Atlético-MG buscou Carlinhos Neves, o preparador físico da seleção brasileira , para resolver o problema. “Fica nítido que não temos uma força de jogar os dois tempos iguais. Nosso segundo tempo, fisicamente não tem sido igual ao primeiro”.

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