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Meia admite que os problemas médicos atrapalharam, mas diz que sempre jogou bem quando esteve em campo

Desde que chegou às Laranjeiras há 14 meses, Deco nunca conseguiu se firmar como titular do Fluminense . Não por falta de bola. Isso o meia tem de sobra. Mas pela sequência de lesões. Ao todo, foram nove. Perto de ser confirmado por Abel Braga na equipe que enfrentará o Flamengo , no próximo domingo, às 16h, no Engenhão, pela 28ª rodada do Brasileirão, o camisa 20 voltou a se pronunciar. Em entrevista à Rádio Brasil, o craque disse que seu balanço com a camisa tricolor é positivo.

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“A série de lesões sempre foi o meu maior problema aqui no Fluminense. O importante é sempre me senti bem. Tenho correspondido sempre que jogo. Infelizmente, por motivos de força maior, que são as lesões, não tenho jogado um número maior de partidas. Mas o balanço é positivo, sempre joguei bem”, disse Deco.

Experiente e dono de um currículo vitorioso, que incluiu o bicampeonato da Liga dos Campeões pelo Porto e Barcelona, Deco está acostumado a pressão do torcedor e diz entender as cobranças. A irritação só fica evidente quando as críticas surgem pelo fato de passar mais tempo no departamento médico do Fluminense do que em campo.

“A cobrança é normal quando você não tem uma sequência de jogos. É normal que a torcida espere um pouco mais depois que você joga bem. Não tenho o que fazer, vou me cuidar ao máximo para que as lesões não voltem a acontecer. Ninguém tem que falar nada, nem saber da vida do outro. Outros jogadores foram para grandes clubes, que fizeram grandes investimentos e ficaram parados por muito mais tempo. O Fluminense não investiu nada em mim, eu vim de graça. Não vejo motivo para esse tipo de crítica, mas ela vem de uma minoria. Quem conhece de futebol, sabe que nenhum jogador gosta de ficar parado. Mas é uma minoria. Quando as coisas ruins aparecem, essa minoria sai do armário”, desabafou.

Mero coadjuvante na conquista do título brasileiro do ano passado, Deco quer voltar a ser protagonista. A começar pelo Fla-Flu do próximo domingo, o camisa 20 tem 11 jogos para mostrar que ainda pode fazer a diferença em campo. Apesar da importância do clássico, o meia prefere a cautela e diz que ainda é cedo para apontar o vencedor como um dos favoritos do campeonato.

“Acho que quem vencer não vai ficar rumo ao titulo, nem quem perder ficará fora. Não é decisivo, mas é um jogo de extrema importância. Matematicamente, temos condições, é muito difícil, mas não impossível. Tem clubes grandes brigando pelo título, mas acho que temos condições e o direito de sonhar”, afirmou.

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