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Torcedores de Barcelona e Manchester United dividem as ruas e metrô, em confraternização típica de finais europeias

Getty Images
Torcedores do Barcelona e do Manchester United em frente ao estádio de Wembley
Nem mesmo a garoa que começou a cair no meio da tarde conseguiu abater o ânimo dos cerca de 60 mil torcedores que vieram a Londres para a final da Liga dos Campeões, neste sábado às 15h45 no Brasil. Desde a madrugada, grupos de torcedores circulavam pelos pontos da cidade próximos às principais estações de metrô e de trem. No início da manhã, as ruas já estavam coloridas por barulhentos grupos de fãs, incluindo muitas famílias.

A torcida do Barcelona “conquistou” o Piccadilly Circus, na região central da cidade. No quadrilátero formado pela ruas Piccadilly, Park Lane, Oxford e Regent, área comercial e turística onde se concentram hotéis de alto e médio padrão, o amplo predomínio era de barcelonistas, fazendo do catalão um idioma fácil de ouvir nas calçadas. Torcedores do Manchester United , menos dependentes de hospedagem para vir à cidade, espalhavam-se por outros pontos.

Como ocorre habitualmente em finais européias, as torcidas adversárias se trombam nas ruas com cordialidade, fazem brincadeiras, tiram fotos e dividem amistosamente os vagões do metrô no caminho para o estádio, olhando uns para os outros com respeito e curiosidade. O clima só encontra paralelo em jogos importantes de Copa do Mundo, em que os torcedores também preferem celebrar a oportunidade de estar ali, em vez de provocar os rivais.

Apesar de Wembley receber hoje 90 mil pessoas, e o sábado ser um dia de intensa circulação de turistas e moradores pela cidade, a rede de transportes de Londres funciona normalmente, apenas com pequenas mudanças em linhas de metrô que levam ao estádio, incluindo trens em intervalos menores para chegar às estações de Wembley Park e Wembley Central.

Com isso, faltando pouco menos de duas horas para o jogo, o estádio ainda não tem 10% de sua capacidade. Já concentradas do lado de fora, ambas as torcidas preferem esticar ao máximo o prazer -- que muitas vezes demora gerações para se repetir -- de estar em uma final européia.

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