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Ao lado de Rogério Ceni, Luis Fabiano é apresentado como astro

No Morumbi, homenagens ao goleiro-artilheiro, rap, rock e samba marcam o retorno do camisa 9 ao São Paulo

Levi Guimarães e Paulo Passos, iG São Paulo |

Sete anos depois de deixar o futebol brasileiro rumo ao Porto, Luis Fabiano vestiu novamente a camisa do São Paulo. Nesse período, ele foi campeão do mundo pela equipe portuguesa, se transferiu para o Sevilla e, com o destaque na Espanha, chegou à Copa do Mundo do ano passado como camisa 9 incontestável. No início da noite desta terça-feira, foi celebrado pelo mesmo Morumbi onde teve seu nome gritado - e algumas vezes questionado - entre 2001 e 2004. E onde vai buscar novos feitos até 2014.

Depois de shows de Max B.O., Jair Oliveira, Planta e Raiz e Gang Selvagem, o guitarrista Andreas Kisser foi o último a subir ao palco antes da apresentação. Para chamar o atacante, o músico do Sepultura tocou uma versão “heavy-metal” do hino são-paulino.

Futura Press
Observado por Rogério Ceni, o presidente Juvenal Juvêncio entrega a camisa 9 para Luis Fabiano

Já com a diretoria do São Paulo no palco, Luis Fabiano finalmente saiu de trás do gol oposto ao portão principal do Morumbi. De lá, o jogador correu até o círculo central, onde foi recebido pelo goleiro Rogério Ceni. Depois de alguns instantes apenas acenando para as arquibancadas, os dois correram até o símbolo do clube em frente à arquibancada azul, onde receberam uma chuva de serpentinas tricolores.

Com os camisa 1 e 9 já no palco, foi a vez de Juvenal Juvêncio, ter o seu momento na festa. “Gostaria nessa noite memorável, noite única, de registrar a grandeza do futebol e registrar a grandeza do São Paulo Futebol Clube. Esse comparecimento marca uma data histórica no conserto do futebol nacional, quiçá mundial, na apresentação de um atleta que reingressa nas cores tricolores”, disse o presidente do clube.

Na sequência, o próprio atacante, imediatamente após vestir a camisa 9, puxou o tradicional coro da torcida para Rogério Ceni, com direito a todos os palavrões: “p... que pariu, é o melhor goleiro do Brasil. Rogério”. Na sequência, ele celebrou a felicidade de ter retornado ao clube.

null“É um sonho estar aqui hoje. Quando fui vendido pro Porto, dei uma entrevista aqui chorando muito e falei pro repórter que ia voltar um dia porque o São Paulo é a minha casa. E hoje estou realizando isso. Só tenho que agradecer todo mundo, desde a chegada no aeroporto, o carinho do torcedor na rua. Espero corresponder tudo isso com muita dedicação, muitos gols, muitas alegrias a vocês”, afirmou.

Por último, antes do cantor Nando Reis cantar o hino são-paulino, Rogério Ceni deu as boas-vindas ao atacante com direito a uma leve provocação aos rivais paulistas quando comentou a capacidade do estádio do Morumbi.

“Fico feliz pelo Luis estar voltando, e mais ainda por nunca ter deixado vocês. Eu tenho aqui as duas coisas mais importantes da minha vida. As minhas filhas e vocês. Eu achava que vocês eram grandes, mas hoje vocês são os maiores. No Brasil não há igual. O fato que acontece aqui hoje nunca mais vai acontecer, até porque temos espaço para fazer isso”, afirmou o goleiro.

Veja imagens da festa no Morumbi para Luis Fabiano:

Expectativa e sucesso de público

Cerca de duas horas antes do momento marcado para a apresentação oficial do atacante, já era possível afirmar que a estratégia do São Paulo para o evento havia sido um sucesso. Às 17h, longas filas de torcedores são-paulinos já estavam formadas do lado de fora do estádio do Morumbi.

Com os portões liberados, rapidamente as arquibancadas começaram a ser tomadas pelos torcedores, ora gritando simplesmente o nome do jogador, ora dizendo que “O Fabuloso voltou! O Fabuloso voltou!”. Cerca de meia hora antes do início da apresentação, a escola de samba de uma das torcidas organizadas do clube esquentou ainda mais o público com um samba-enredo cheio de referências ao jogador.

O goleiro Rogério Ceni também foi homenageado pela torcida presente e, claro, houve espaço para uma provocação ao Corinthians, com gritos de “Tolima! Tolima! Tolima!”, em referência à equipe colombiana que eliminou o rival da Copa Libertadores este ano. Convocado pelo mestre de cerimônias para subir ao palco, Ceni foi celebrado especialmente por “marcar o centésimo em cima deles”.

Exceção feita à ausência de torcida adversária, o ambiente no estádio são-paulino foi o mesmo de um grande jogo. Do lado de fora, estiveram presentes os tradicionais “flanelinhas”, vendedores de bebidas, lanches e toda a estrutura armada pela Polícia Militar e pela CET, exatamente como acontece nos dias de jogos.

Ao final da apresentação, foi confirmado em mais de 45 mil pessoas o público presente no Morumbi, superando de longe os números de todas as partidas disputadas pelo São Paulo no local em 2011. Dos sete jogos do Campeonato Paulista no estádio, o melhor foi o do clássico contra o Palmeiras: 26.138.

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