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Futebol
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Antônio Vicente Martins culpa racha político pela crise no Grêmio

César Cidade Dias e José Simões também deixam clube. Paulo Pelaipe deve assumir direção de futebol

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

Lucas Uebel/Site oficial do Grêmio
Simões (E), Vicente (C) e Dias (D): trio deixa Grêmio após oito meses
O racha político na direção do Grêmio foi o tema principal da entrevista de despedida de Antônio Vicente Martins. No final da manhã desta segunda-feira, o agora ex-dirigente oficializou a sua saída da vice-presidência de futebol. Também deixam os cargos os assessores César Cidade Dias e José Simões.

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Antônio Vicente Martins decidiu colocar o cargo à disposição do presidente Paulo Odone, ainda no sábado, após a derrota para o Flamengo , que a aceitou no dia seguinte . Depois de passar o domingo no Rio de Janeiro com a família, se emocionou na última entrevista coletiva no Olímpico:

“Teve um peso bastante grande (a crise política). Volto para a arquibancada, que é o meu lugar. Se vou continuar ou não no Conselho de Administração é uma decisão que ainda vou tomar. Junto comigo estão saindo todos os integrantes do meu movimento que estão na diretoria, o pessoal da base, do departamento de torcidas”.

Vicente Martins pertence ao Movimento Grêmio Independente (MGI) e comandava a pasta mais importante do clube há oito meses. Embora não tenha citado o nome, reclamou de um companheiro de direção que, além de não apoiá-lo, fazia críticas e repassava informações privilegiadas a jornalistas. Perguntado se seria Eduardo Antonini, homem responsável pela construção da Arena, que não foi citado na lista de agradecimentos, desconversou:

“Não tenho uma relação de amizade com o Eduardo, talvez eu tenha esquecido de agradecer a ele”.

Renato Gaúcho, antes de se transferir para o Atlético-PR, também havia reclamado do vazamento de informações. Na época, usou a expressão X9 em uma entrevista.

“Por vezes não se faz crítica direta e interna, quebrando uma tradição do Grêmio. Tem gente fazendo política de uma forma diferente. Trocando informações com jornalistas. Faço política desde os 17, fui preso na ditadura militar, mas só sei fazer com a divergência respeitosa", comparou Vicente Martins.

A saída dele deve significar também a demissão de Alexandre Faria, diretor executivo contratado há menos de um mês. Ele ficou enfraquecido após a polêmica na contratação de Wellington Paulista, do Palmeiras, afinal não se sabe se o jogador tem condições legais de atuar.

O presidente Paulo Odone ainda não se manifestou sobre a crise. Ele deve confirmar Paulo Pelaipe como diretor executivo. Na quarta-feira, o rival é o Atlético-MG no Olímpico.

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