Caio Júnior abandona reclamação de Renato Gaúcho e prega adaptação em partida contra São José

Em 2011, Gabriel atuou pelo Grêmio no gramado sintético do Passo d'Areia
Gazeta Press
Em 2011, Gabriel atuou pelo Grêmio no gramado sintético do Passo d'Areia
O Grêmio mudou de avaliação quanto a atuar no gramado sintético do Passo D’ Areia, em Porto Alegre. Se em 2011, o estádio do São José foi considerado um “vilão” por Renato Gaúcho agora é visto como “evolução” do futebol por Caio Júnior. A dificuldade de adaptação a um novo piso e o temor de lesões são deixados de lado. O discurso é adaptar-se o mais rápido possível e vencer a partida do próximo sábado.

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Tanto que nesta quarta-feira há um treino no palco da partida válida pela última rodada da fase classificatória da Taça Piratini, o primeiro turno do Gauchão. Em terceiro lugar na Chave 2, o time tricolor precisa vencer para ficar entre os dois primeiros e ter vantagem do mando de campo nas quartas-de-final.

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“Sou um profissional do futebol, portanto, fica complicado opinar. Devo é buscar a melhor adaptação. É uma situação que envolve uma série de interesses, mas entendo que o gramado sintético é uma evolução do futebol e até uma tendência. Há campeonatos mundiais de juniores com este tipo de piso”, disse o comandante.

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É a mesma opinião do fisioterapeuta Henrique Valente. Ao citar um estudo da Fifa, que tomou como base a experiência de clube europeus em gramados sintéticos, não teme eventuais problemas físicos:

“Não se comprovou um aumento de lesões, mas é claro que existe diferenças. O impacto no solo gera um esforço maior dos músculos e das articulações. A preparação é feita para suportar este tipo de situação”.

As situações de maior risco são as quedas, os giros e “travadas” em campo. Todos os atletas são orientados a usar bandagens nos tornozelos. Alguns devem até mudar o calçado optando por chuteiras de campo sintético. O volante Souza, recém-contratado e que pode estrear sábado , teve a experiência de atuar neste tipo de gramado na Rússia contra CSKA e Spartak Moscou pelo Porto.

“É muito diferente. A velocidade da bola, o domínio e os passes ficam alterados. É preciso tempo para se adaptar, algo que não teremos”, comentou o camisa 5.

Em 2011, ao treinar no Passo D’Areia, Maylson e Romário tiveram lesões musculares. Durante a partida, Lúcio sentiu problema na panturrilha esquerda. Victor também se lesionou, porém, foi um choque que afetou o ombro esquerdo.

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