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Futebol
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Ansiosos por festa, ganeses esperam ser maioria contra o Brasil

Em março, 25 mil torcedores de Gana viram o empate contra a Inglaterra. Cerca de 250 mil ganeses vivem em Londres

Felipe Rocha, especial para o iG, em Londres |

Há 12 anos  o barbeiro Kwabena Boateng deixou o país onde nasceu na África para morar em Londres. Mas o curto caminho que faz diariamente entre a sua casa e o trabalho não o deixa sentir saudades de Gana. "Tem muito ganês morando aqui. É mercado, restaurante, salão de beleza, tem de tudo", afirmou ao iG após atender a mais um cliente - não por acaso um compatriota. Na entrada do local de trabalho, em Tottenham, região norte da capital inglesa, está pendurada a bandeira de Gana, próxima adversária da seleção brasileira no amistoso desta segunda-feira, no estádio Craven Cottage. O iG transmite o jogo em Tempo Real a partir das 15h45 (horário de Brasília).

O bairro da periferia londrina, ponto mais afetado pela recente onda de protestos e distúrbios ocorrida na
cidade, é a casa de inúmeros imigrantes. Africanos são incontáveis. Dentre eles, está a maioria da enorme comunidade ganesa no Reino Unido. "A estimativa é de que cerca de 300 mil ganeses morem na Inglaterra e, quase 70 % dessas pessoas estejam em Londres", disse Zuwera Ibrahimah, chefe do Departamento de Informação da Embaixada de Gana na Inglaterra.

Não é de se surpreender, portanto, que a presença da seleção ganesa em Londres seja atração de destaque. Em março, em um amistoso contra a Inglaterra em Wembley, aproximadamente 25 mil africanos estiveram no estádio (dos 80 mil presentes) para acompanhar o empate por 1 a 1.   

 "Foi um duelo especial para o nosso povo. Esperávamos por este momento há muito tempo. Foi a primeira vez que Gana enfrentou a Inglaterra, país que nos colonizou, e a questão ultrapassava o lado esportivo. Sempre tem aquele lado de mostrar nosso orgulho, nossa independência", disse o professor George Adomako.

Felipe Rocha
Foto autografada dos jogadores da seleção ganesa, na embaixada em Londres

A importância da partida para os ganeses foi tamanha que na própria embaixada do país em Londres há recordações daquele dia 29 de março. Em uma sala de espera, uma camisa da seleção ganesa, utilizada naquela oportunidade e assinada por alguns dos atletas, está pendurada em uma das paredes. Ao lado dela, a foto do presidente do país, John Evans Atta Mills.

Felipe Rocha
Foto autografada dos jogadores da seleção ganesa, na embaixada em Londres

"Vamos em grande número de torcedores também contra o Brasil", avisa Kwabena Boateng. "É um desafio para nossa seleção e queremos repetir a festa que fizemos diante dos ingleses. Estou ansioso para ver o Ronaldinho de perto", completou.Melhor seleção africana na Copa do Mundo de 2010 (eliminada nos pênaltis pelo Uruguai, nas quartas de final), Gana jamais venceu o Brasil. São três vitórias brasileiras em três jogos. Uma delas, na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, por 3 a 0, nas oitavas de final. Os ganeses, porém, contestam este pequeno tabu. Nas categorias de base, seleções sub-20 e sub-17 de Gana têm triunfos importantes contra a seleção brasileira.

 "Para nós, o título mundial Sub 20 (em 2009, no Egito, ao vencer o Brasil nos pênaltis) é inesquecível. Boa parte dos jogadores daquela geração estará em campo contra o Brasil em Londres. Eles sabem como vencer os brasileiros", brinca Adomako.

A principal esperança do futebol de Gana atende pelo nome de Andre Ayew, atleta do Olimpique de Marselha e filho de Abedi Pelé, um dos maiores jogadores da história africana (Jordan Ayew, irmão de Andre, também atua no Olimpique e está no grupo ganês que enfrenta o Brasil).

"É o nosso principal talento. Dedé Ayew é jogador extremamente habilidoso e de muita categoria. Sem dúvida, é o melhor do time", opinou o estudante Bright Agyei.

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