Ex-atleta diz que religião o impediu de alcançar sucesso e fortuna na Inglaterra

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Nganga está em batalha contra a Igreja Batista
Um ex-jogador de futebol causou furor na Inglaterra ao processar a Igreja Batista e pedir cerca de 10 milhões de libras (cerca de R$ 27,6 milhões) como indenização por ter perdido a chance de jogar no Manchester United . Segundo o angolano Arquimedes de Jesus Nganga, que atuou pela semi-amadora Associação Adémia e pelo Mortágua, da 3ª divisão portuguesa, a Igreja Batista o tornou um "evangelista fervoroso" e o impediu alcançar o clube inglês e os salários da Premier League .

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Nganga se converteu em 1989, aos 24 anos, e abandonou o futebol um ano depois, já que não conseguia conciliar o futebol com a agenda de pregador religioso, pois as missas eram no mesmo dia dos jogos. O angolano calcula que perdeu a chance de ganhar ao menos 20 mil libras (aproximadamente R$ 55,1 mil) por semana jogando no Manchester United, clube pelo qual ele acredita que poderia ter atuado caso não tivesse interrompido a carreira para se dedicar à religião.

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"Eu sei que poderia ter uma carreira longa na Liga Inglesa. Vejo muitos jogadores atuando hoje e sei que não era inferior a eles. Talvez fosse até melhor. A maioria dos meio-campistas ou é defensivo ou ofensivo, enquanto eu era ambos. Eu tinha um estilo novo de jogo", declarou Nganga ao "London Evening Standard". Enquanto atuou pela Adémia, em Portugal, o angolano ganhava cerca de R$ 550 por mês como ajuda de custo. Além de tentar ser jogador e pregador ao mesmo tempo, ele também se formou em engenharia mecânica da Universidade de Coimbra.

Nganga diz que tinha um
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Nganga diz que tinha um "novo estilo" de jogo e poderia estar nas fileiras do poderoso Manchester United
Nganga acusa os líderes da União Batista da Grã-Bretanha de fazê-lo acreditar em "mentiras" e destruir sua vida social, causando "dano psicológico" e abalando suas finanças com pedidos de dízimo. Ele também culpa a Igreja por ter sofrido danos físicos por parte das pessoas que tentava converter: "As pessoas ficavam bravas quando eu dizia a elas que eram pecadoras. Levei tapas e socos. Uma vez chutaram meu joelho esquerdo, quebrando a cartilagem", relatou.

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A Igreja Batista tem até segunda-feira para responder às acusações de Arquimedes de Jesus Nganga. Um porta-voz da instituição já avisou que a entidade "contesta vigorosamente" os argumentos do angolano. Além do processo contra a União Batista da Grã-Bretanha, Nganga também está brigando na justiça por causas semelhantes contra a Aliança Batista Mundial, sediada nos Estados Unidos, e até escreveu um livro sobre o assunto: chama-se "The millenary fraud" ("A fraude milenar").

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