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No Rio, futuro diretor de seleções da CBF afirma que Mano Menezes tem aval para convocar quem quiser

Divulgação
Andrés Sanchez e Roberto Dinamite se encontraram na Soccerex
Perto de assumir o cargo de diretor de seleções na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o presidente do Corinthians , Andrés Sanchez, já começa a mostrar irritação com alguns questionamentos sobre o cargo.

Se na última sexta-feira, dia em que foi anunciado por Ricardo Teixeira , Andrés ficou nervoso com perguntas sobre suposta pressão sobre a arbitragem no Brasileirão (já que segue como presidente do Corinthians, candidato ao título), nesta terça-feira o dirigente quase saiu do sério com perguntas sobre a convocação de corintianos para a seleção.

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Ao negar por duas vezes que tenha influência em qualquer escolha, o mandatário corintiano perdeu a paciência na terceira questão sobre o tema.

“Eu não sou treinador, pelo menos que eu saiba não. Não convoco ninguém, quem convoca é o treinador. Esse aval, de poder escalar quem quiser, o Mano Menezes terá sempre, nunca vou me meter em escalação, isso é coisa da comissão técnica. Você quer que eu responda o que você quer ouvir ou quer a minha resposta?”, reclamou o presidente corintiano.

Andrés Sanchez esteve nesta terça na Soccerex, feira de negócios do futebol, e comentou sobre os boatos de que ele possa assumir o comando da entidade do futebol nacional após a saída de Ricardo Teixeira. Sanchez acredita que outros dirigentes estão em vantagem para a função.

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“Sonho em ter saúde, para mim e para a população brasileira. E espero que tenha, mas eu acredito que o Ricardo Teixeira tem mandato até 2015 e acho que tem mais gente na minha frente. Sou novo, tenho 47 anos e vejo outras pessoas em vantagem. Não trabalho com essa possibilidade, como não trabalhava para ser diretor da CBF, mas recebi o convite e aceitei”, declarou o presidente do Corinthians.

Na função de diretor de seleções, Sanchez será responsável por administrar todas as seleções do Brasil, incluindo as categorias de base e a feminina. Ele deixa a presidência do Corinthians no próximo dia 15 de dezembro, quando sairá de licença dois meses antes da eleição de fevereiro.

Como a sede da CBF fica no Rio de Janeiro, Sanchez deve se mudar para a cidade nos próximos meses. O candidato apoiado pelo dirigente será Mário Gobbi, ex-vice presidente e diretor de futebol do Corinthians.

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