Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Andrés Sanchez pede para a Fifa antecipar o dinheiro do 'Fielzão'

Corintiano está na Europa para avisar entidade que obra só começa se "ajuda" para ampliação for antecipada

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

O presidente corintiano Andrés Sanchez assiste nesta quarta-feira a partida amistosa entre Brasil e França, no Stade de France, em Paris, mas sua ida à Europa tem como objetivo convencer a Fifa (Federação Internacional de Futebol Association) a liberar recursos para o início da obra do estádio em Itaquera, zona lesta da capital paulista. O “Fielzão” foi indicado por São Paulo como candidato a receber a abertura da Copa do Mundo de 2014.

undefined
Andrés Sanchez acompanha a partida do Brasil nesta quarta-feira
O encontro entre Sanchez, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, e representantes da Fifa, que a princípio seria em Zurique (Suíça), sede da entidade, foi transferido para Paris porque todos os envolvidos estão na cidade para o clássico entre brasileiros e franceses. Sanchez vai pedir que a Fifa antecipe verba para que a obra tenha início em março, como estava programado. Se não houver esse dinheiro, o projeto atrasará alguns meses, o que coloca em risco a viabilidade para receber jogos do Mundial, principalmente o inaugural.

Inicialmente projetado para 48 mil espectadores, o campo corintiano seria bancado somente por um empréstimo de R$ 400 milhões feito pela construtora Odebrecht, parceira na obra, ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) – valor que seria pago parcialmente com a venda do nome do estádio a uma empresa. O problema é que para ser sede da abertura é preciso ampliar para 60 mil a capacidade, o que gera segundo estimativa do arquiteto responsável, Aníbal Coutinho, recursos extras de R$ 200 milhões – totalizando R$ 600 milhões. A linha de crédito já foi pedida ao BNDES, mas o banco só vai liberar o dinheiro quando tiver o projeto definitivo em mãos, o que ainda não foi feito.

Dinheiro da Fifa

Oficialmente a entidade diz que não colocará recursos em obras referentes à Copa do Mundo de 2014. Mas em encontro há algumas semanas na sede do governo paulista, Ricardo Teixeira disse ao governador Geraldo Alckmin e ao prefeito Gilberto Kassab que o dinheiro para a ampliação do estádio, os R$ 200 milhões, não seria problema. O iG apurou que a Fifa tem parceiros dispostos a investir na obra e, em contrapartida, receber benefícios com o Mundial no Brasil.

Mas como a verba do BNDES, que seria usada para iniciar a construção, não sai, Sanchez e Teixeira querem que a Fifa antecipe a sua parte, para que as máquinas da Odebrecht comecem a trabalhar no terreno no qual hoje está instalado o Centro de Treinamento das categorias de base do Corinthians. Se a obra começar em março, é possível até que fique pronta para a Copa das Confederações em 2013, mas com certeza estará terminada para a abertura.

Teixeira e a Fifa querem São Paulo como sede do jogo inaugural porque a cidade tem atrativo a investidores. O presidente da CBF prometeu que se o “Fielzão” sair a cidade receberá o centro de mídia, provavelmente no Anhembi, e o congresso da entidade, realizado pouco antes do Mundial – o que aumenta os turistas que visitarão São Paulo no período. Belo Horizonte e Salvador também querem a abertura, mas se houver uma catástrofe e os paulistas não consigam um estádio apto, a maior probabilidade é que a sede da final, o Maracanã, no Rio de Janeiro, também abra o torneio.

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG