Dependendo de um tropeço do líder para manter sonho de ser campeão, presidente corintiano descarta mala branca para time rebaixado de Campinas

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O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, reconhece que é comum no mundo do futebol que um clube dê um incentivo financeiro para que os jogadores de outra agremiação vençam um jogo do seu interesse. Mas mesmo dependendo do Guarani, já rebaixado, para continuar sonhando com o título brasileiro, o presidente corintiano garante que não usará desta prática, a mala branca, para incentivar o time de Campinas a tirar pontos do líder Fluminense, domingo, no Engenhão.

"Não sei se algum outro presidente de clube já falou isso, mas eu falo. Claro que existe mala branca no futebol. Existe, mas eu nunca vi. Por mais que a situação financeira do Corinthians seja boa, não posso colocar dinheiro do bolso. Não tem caixa dois no Corinthians. Sou investigado todo dia e tudo que sai do clube é declarado", disse o presidente corintiano.

"O que eu posso fazer é esperar que a gente faça a nossa parte (vencer o Goiás) e os outros (Guarani) que façam o melhor deles", disse Andrés, que espera do time de Campinas a mesma atuação que o também rebaixado Goiás teve contra o Fluminense no Engenhão, há duas rodadas, quando empatou e tirou pontos do time carioca.  
"Quem esperava que o Goiás empataria com Flu no Engenhão? Por que o Guarani não pode fazer o mesmo?", disse.

O capitão William, que fará contra o Goiás sua última partida como profissional, disse que é a favor da mala branca, mas que a iniciativa de se mandar um dinheiro extra para o Guarani deve partir da diretoria e não dos jogadores.

"Não vejo problema nenhum em dar dinheiro para ganhar. Vejo problema, sim, em dar incentivo para perder. Não conheço ninguém no Guarani, mas não vejo nada de errado em dar um incentivo. Só que na minha opinião tem de partir da diretoria, porque envolve muito dinheiro", disse William.

O goleiro Júlio César, perguntado se os jogadores do Corinthians poderiam fazer entre eles uma "vaquinha" para ser enviada para os jogadores do Guarani, disse que esta possibilidade está fora de cogitação. "A gente juntar dinheiro? Não, não dá. Se tiver alguma coisa disso aí tem de partir da diretoria. A gente só pode torcer para que o Guarani consiga tirar pontos do Fluminense", disse.

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