Em 4 visitas à concentração do Vasco, técnico que se recupera de um AVC levou sorte: 3 vitórias e 1 empate

Ricardo Gomes sofreu um AVC há três meses atrás
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Ricardo Gomes sofreu um AVC há três meses atrás
O Vasco tem um trunfo que nos últimos jogos vem servindo de principal inspiração para os jogadores. Há três meses fora de combate por causa de um AVC hemorrágico sofrido na última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro , Ricardo Gomes tem sido a injeção de ânimo que faltava ao time de São Januário neste desgastante fim de temporada. Pelo quarto jogo seguido no Rio, o técnico visita a concentração , almoça ou janta com o grupo e sempre que pode tem uma conversa ao pé do ouvido com este ou aquele jogador.

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“A troca de energia entre o Ricardo e os garotos é fundamental numa hora dessa. Sem falar que é uma felicidade muito grande para as duas partes. Nós precisamos desta motivação, e ele, deste carinho. É bem provável que ele apareça aqui mais vezes”, disse Cristóvão Borges, auxiliar, amigo e fiel escudeiro do comandante.

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A primeira aparição de Ricardo Gomes foi no dia de Vasco e Universitario, de Lima, pela Sul-Americana . O técnico almoçou com os jogadores, emocionando a todos presentes ao hotel que serve de concentração para o time na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Foi uma visita surpresa. Cristóvão e Rodrigo Caetano, diretor-executivo do clube, já haviam feito o convicto.

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Antes, pensou-se em levá-lo em São Januário. Mas a distância entre a casa do treinador, também na Barra, e campo do Vasco se tornou um complicador. Ficou decidido, então, que ele iria ao hotel, mas sem uma data prevista. Quando apareceu, a emoção levou muita gente às lágrimas, pois quase ninguém esperava.

"Poucas pessoas sabiam que eu iria. Foi um momento de muita emoção. Fez muito bem a mim e aos jogadores. Posso repetir de novo, mas ainda não sei quando", contou Ricardo, por telefone , ao iG , horas depois do encontro.

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O impacto da visita, pelo menos na teoria, causou reflexos no resultado da partida contra o time peruano. Depois de perder por 2 a 0 em Lima , o Vasco precisava vencer por três gos de diferença no Rio para passar de fase. E conseguiu: 5 a 2 , com dois gols de Dedé , que completava sua centésima partida pelo clube naquela noite .

“Como o Ricardo foi importante na minha vida, na minha carreira. Vê-lo foi demais. Se você me perguntar o que ele representa para mim, eu digo que ele é um mestre”, diz o zagueiro.

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O treinador repetiu a visita quatro dias depois, no clássico contra o Botafogo , no Engenhão, desta vez pelo Brasileiro. Com gols de Fellipe Bastos e novamente Dedé, o time venceu por 2 a 0 .

A partir daí, Ricardo ganhou lugar cativo no restaurante do hotel. E assim a história se repetiu diante do Universidad de Chile, na semana passada (1 a 1) e no domingo, no clássico contra o Fluminense . Ou seja, até aqui foram quatro vistas: três vitórias e um empate. No último almoço, uma conversa em especial com um jogador foi fundamental para o triunfo contra o tricolor.

Alecsandro ouviu do treinador palavras que lhe serviram de incentivo quando Cristóvão o mandou aquecer no segundo tempo . Em sete minutos, o atacante fez o primeiro gol da partida (depois, Fred empatou), e nos acréscimo deu o passe na medida para Bernardo faz o segundo e adiar a festa do Corinthians, que vencera o Figueirense e naquele momento era campeão antecipado .

“Eu sei que você vai fazer gol amanhã. Confio em você", revelou o atacante. "Ele que me trouxe para o Vasco, foi quem acreditou em mim. Gosto e tenho uma boa relação com o Cristóvão, mas o Ricardo é especial para mim por tudo isso", completou.

O Vasco vai precisar que o seu pé-de-coelho dê sorte novamente domingo, na última rodada do Brasileiro. Vice-líder da competição com 68 pontos, o time é o único em condições de tirar o título dos corintianos – 70 e com duas vitórias a mais. A tarefa não é simples: além de vencer o eterno rival Flamengo , precisa torcer pela derrota da equipe dirigida por Tite contra o Palmeiras .

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