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Ampliação de estádio da abertura da Copa 2014 será atrás dos gols

Projeto do campo corintiano que será apresentado à Fifa prevê quase 18 mil lugares a mais do que proposta inicial. Gastos maiores serão com áreas de hospitalidade e de mídia, que poderão ter prédios anexos

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

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O projeto que o escritório do arquiteto Aníbal Coutinho atualiza para que o estádio que o Corinthians pretende erguer no distrito de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, possa receber a abertura da Copa do Mundo prevê a ampliação das arquibancadas atrás dos gols. O desenho inicial já contemplava o aumento no futuro e por isso dois vãos foram previstos bem acima das cadeiras. Quase nove mil lugares de cada lado transformarão o projeto de 48 mil espectadores em 65 mil, como pede a Fifa para o confronto inaugural.

Divulgação
Espaço atrás de um dos gols que será usado para a ampliação do estádio do Corinthians

Na imagem acima os espaços aparecem em destaque. Segundo Aníbal Coutinho, arquiteto responsável, a idéia da diretoria corintiana era que dez anos depois da inauguração pudesse, aos poucos, ampliar a arena. Para isso era preciso deixar espaço preparado para isso.

Segundo apurou o iG, porém, desde o início o presidente Andrés Sanchez imaginava que ganharia a abertura da Copa pelo bom relacionamento que tem com Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do COL (Comitê Organizador Local),  e por isso já pediu a Coutinho um desenho de estádio que pudesse ser ampliado facilmente.

O custo da obra aumentará de R$ 350 milhões para R$ 600 milhões ( leia aqui que ainda não se sabe quem pagará a diferença ), mas o custo extra não se refere apenas à ampliação. Para o jogo inaugural a Fifa faz exigências extras, principalmente com respeito à hospitalidade  e ao setor de imprensa. Esse está sendo o principal trabalho de Aníbal Coutinho.

A vantagem é que há espaço no terreno, que tem mais de 198 mil m², para obras anexas. Segundo Ricardo Teixeira essa é a vantagem de Itaquera para o Morumbi, estádio são-paulino rejeitado para a abertura. O espaço ao redor do campo para áreas de hospitalidade, mídia, estacionamento, pontos chaves e que precisarão de alteração.

Veja abaixo o que a Fifa pede e como o escritório do arquiteto pretende resolver o problema:

HOSPITALIDADE
Os estádios que receberão a Copa do Mundo precisam ter salas VIPV, salas VIP e salas para os membros da Fifa. Só que aquele que recebe a abertura precisa de uma estrutura maior do que um campo que receba partidas até as quartas de final. Por exemplo: a sala VIP da Fifa, onde ficarão os membros da entidade e convidados especiais, como chefes de estado, precisa ter capacidade  para receber 2 mil convidados na partida inaugural e na final, contra 500 em jogos de primeira fase ou mata-mata até as semifinais.

O espaço dos camarotes também deverá ser maior no projeto que o Corinthians apresentará ao COL e à Fifa. Toda a área de hospitalidade do estádio corintiano precisará ter 27 mil m², contra 20 mil m²  de um estádio que vá receber até a semifinal, O Maracanã, que deve ser o palco da final, precisará ter 50 mil m² para a hospitalidade.

A princípio, Aníbal Coutinho prevê manter a área de camarotes no anel superior. Talvez seja preciso adaptar algumas salas, que teriam espaço menor. Não deverá ser construído anexos para receber os convidados da Fifa, mas isso não está descartado totalmente. A entidade, porém, permite que sejam construídas salas temporárias (ao contrário das arquibancadas, que a Fifa prefere que sejam definitivas).

Divulgação
Terreno deve ser usado para construção de espaços anexos para mídia e até para a hospitalidade

MÍDIA
A adaptação para receber muitos mais jornalistas do que as partidas do Corinthians ou de fases de grupo da Copa do Mundo também está quebrando a cabeça dos arquitetos. Para a partida inaugural, por exemplo, a Fifa exige 20 plataformas para câmeras de TV, algo inimaginável em qualquer estádio brasileiro que  receba apenas jogos do Campeonato Brasileiro. Normalmente são duas ou três plataformas e muitas TVs gravam de cabines normais.

É necessário ter espaço para dois mil jornalistas, sendo que em jogos da fase de grupos o máximo exigido são 800 lugares. A área solicitada é o problema: espaço de 10 mil m² para a imprensa, contra quatro mil m² em jogos de primeira fase. Coutinho analisa a possibilidade de criar um prédio anexo que seria usado pela imprensa.

Não é algo incomum. Na África do Sul, no último Mundial, os estádios Ellis Park, em Joanesburgo, e de Rustemburgo tinham galpões anexos como salas de imprensa. Na Alemanha, em 2006, o de Berlim, palco da final, era em um prédio fora do estádio, ligado por uma passarela.

ESTACIONAMENTO
O projeto inicial do Corinthians previa 2,2 mil vagas, no terreno próprio. Há um espaço ao lado, mas que pertence ao Governo do Estado e no qual será construído um Pólo Tecnológico. É possível que para a Copa do Mundo parte desse espaço seja cedido para parar carros.

A Fifa exige estacionamento principalmente para carros de convidados, de imprensa e de patrocinadores. A entidade prefere que o público se dirija ao campo por transporte público, por esse motivo o novo projeto não deve incluir aumento considerável nas vagas.

A linha vermelha do metrô termina a menos de 500 metros do estádio, na estação Corinthians-Itaquera. A prefeitura também promete aumentar as linhas de ônibus para o local, aproveitando principalmente o prolongamento da Avenida Jacu Pêssego, que ligará as rodovias Dutra e Ayrton Senna ao estádio.

- Divulgação
Imagem aérea do terreno no qual será construído o estádio e um Pólo Tecnológico. Espaço não falta paras as obras

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