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Amigo de Kadafi, Zé Maria lembra histórias do filho do ditador

Ex-lateral direito brasileiro jogou com Al-Saadi Kadafi no Perugia, da Itália, em 2003

Paulo Passos, iG São Paulo |

Getty Images
"Atacante canhoto, esforçado, mas lento”, segundo Zé Maria, Kadafi não levava desaforo para casa
“Um cara tranqüilo, simples e gente boa. Um atacante canhoto, esforçado, mas lento”. Assim, o brasileiro Zé Maria descreve o filho do ditador Muamar Kadafi. O ex-lateral direito, que chegou a jogar na seleção brasileira, e teve passagens por Portuguesa, Vasco e Flamengo, conviveu com Al-Saadi durante um ano na Itália.

Na temporada de 2003-2004, o filho do ditador líbio tentou a sorte como atacante do Perugia. Na época capitão do time, Zé Maria se diz amigo do magnata. “É difícil falar que ele é um cara normal, mas apesar da fortuna que tinha, de viver cercado por seguranças, era muito simples com os outros jogadores”, lembra ao iG o ex-jogador.

“Piti” em treino

Apesar de ser descrito como “gente boa” e “humilde”, Al-Saadi não levava desaforo para casa, na época de jogador. Zé Maria lembra que em 2003, o Perugia lutava para não cair para a segunda divisão da Itália. Por conta da má campanha do time, um treino antes de um jogo decisivo contra a Fiorentina estava tenso, com os jogadores muito nervosos.

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Capitão do time, Zé Maria diz ter ficado amigo de Al-Saadi
“Quando alguém errava todo mundo reclamava. Até que o Al-Saadi começou a errar. Todo mundo caiu em cima, uma, duas vezes, gritando. Na terceira vez que isso aconteceu, ele pegou a bola com a mão, olhou para os seguranças que o acompanhavam, depois para os jogadores e fez um sinal de silêncio com a mão na boca. Ai ele disse: aqui só o técnico e o Zé Maria reclamam de mim”, lembra o brasileiro.

Equipe particular

“Na época do Perugia, ele era o segundo lugar na lista dos mais jovens ricos do mundo”, diz Zé Maria. Com tanto dinheiro, Al-Saadi tinha uma rotina diferente dos demais jogadores do time, uma equipe modesta do futebol italiano.

“Ele ia treinar com quatro seguranças e um tradutor. O italiano dele era bem fraquinho, na época. Então para se comunicar com os colegas e até com o técnico do time, ele pediu ajuda do tradutor”, recorda.

“Mão aberta”

Apesar das regalias e “pitis”, Al-Saadi era querido pelos demais jogadores, segundo Zé Maria. Além da “simpatia”, o filho de Muamar Kadafi agradava os colegas com presentes.

“Uma vez ele deu um bônus de mil reais para todos os jogadores abastecerem no posto da rede que ele era dono. Pô, o pessoal ficou muito feliz”, conta o brasileiro.

Atacante lento

No Perugia, Al-Saadi fez apenas uma partida oficial. Na pré-temporada do clube chegou a disputar outras partidas amistosas. “Me lembro até que ele jogou alguns minutos contra a Juventus. Ao todo, deve ter entrado em três jogos, no máximo”, lembra.

Zé Maria descreve o ex-companheiro como um “canhoto, que conseguia fazer algumas coisas com a bola”. “Claro que falta ritmo de jogo, ele já tinha 30 anos e não fez uma formação em time de futebol competitivo. Mas ele não era ruim tecnicamente, só era um pouco lento demais”.
 

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