Auxiliar Cristóvão Borges diz que não se sentirá confortável substituindo o amigo à beira do campo

O estado de saúde de Ricardo Gomes não é a única preocupação no Vasco . A cirurgia para a drenagem do coágulo no cérebro do treinador , na noite de domingo, tem mobilizado atletas, comissão técnica, torcida e dirigentes. Mas a rotina de trabalho não pode parar. Na manhã desta segunda-feira, os jogadores se reapresentaram em São Januário para o treino com vistas ao compromisso de quarta-feira, contra o Ceará , pelo Campeonato Brasileiro . E o clima era de tristeza.

À tarde, os companheiros do treinador foram ao hospital onde Ricardo está internado, na Zona Norte do Rio. Pela manhã, Felipe esteve novamente ao lado dos familiares do técnico cruzmaltino. Mais uma vez, pediu que rezassem pelo comandante. Depois do almoço, chegaram Juninho Pernambucano, Fellipe Bastos, Alecsandro e os auxiliares Cristóvão Borges e Jorge Luiz.

Amigo e braço-direito de Ricardo há mais de dez anos, Cristóvão está confirmado no comando da equipe contra o Ceará. Mas admitiu que será uma situação desconfortável.

“Não é uma coisa que me agrada muito. Substituí-lo nestas circunstâncias não me anima. Queria ele ali ao meu lado. Mas é nosso trabalho, então vamos continuar o que vinha sendo feito”, discursou o auxiliar.

Jorge Luiz contou que em São Januário o ambiente era o pior possível. Muito silêncio, fisionomias tristes e preocupadas com a recuperação do treinador marcaram o primeiro treino da semana. Para o ex-zagueiro, o grupo pode, sim, se abater e cair de rendimento quarta-feira.

“O clima não era o melhor possível. Todo mundo preocupado, querendo ter notícias do Ricardo. Agora é hora de os mais experientes chamarem a responsabilidade para não deixar que isso se reflita na hora do jogo. O trabalho continuará sendo feito sem a presença dele”, comentou Jorge Luiz.


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