Tamanho do texto

Meio-campista está há sete anos na Ucrânia e avisou que é a hora de retornar. Além do clube paulista, existem outros interessados

Jadson em ação pela seleção brasileira na Copa América de 2011
AE
Jadson em ação pela seleção brasileira na Copa América de 2011

O meio-campista Jadson é um dos nomes especulados como possível reforço do São Paulo para a próxima temporada. O clube paulista já fez sondagens para tentar a contratação do jogador, mas esbarrou no alto valor pedido pelo Shakhtar Donetsk. O clube ucraniano não pretende emprestar o meia e só aceita vendê-lo. O valor estipulado é 10 milhões de euros (cerca de R$ 24 milhões). 

Ainda assim, o São Paulo tem a forte concorrência do Liverpool , da Inglaterra, que já ofereceu 8 milhões de euros por Jadson - aproximadamente R$ 19 milhões -, e de outros clubes brasileiros, como o próprio jogador confirmou em entrevista exclusiva ao iG .

E MAIS: Volante Fabrício admite proposta do São Paulo, mas pode ficar no Cruzeiro

Segundo Jadson, existe o interesse de times do futebol nacional, mas não quis revelar quais são esses clubes. Até por isso, o meio-campista admitiu que já está na hora de voltar ao Brasil, depois de atuar por sete anos no futebol ucraniano. E seu retorno não está condicionado em jogar ou não a Copa Libertadores. Portanto, o São Paulo não está descartado.

Além de falar sobre sua trajetória no Shakhtar, Jadson comentou sua passagem pela seleção brasileira na disputa da Copa América, explicou porque sua equipe deu vexame na atual edição da Liga dos Campeões, tendo feito uma temporada passada excelente, e lamentou também a queda do Atlético-PR para a Série B do Brasileirão.

Leia abaixo a entrevista na íntegra com Jadson :

iG: Já está na hora de retornar ao futebol brasileiro depois de uma longa jornada na Ucrânia?
Jadson: Sim, é o momento de voltar. Aqui no Shakhtar já consegui uma grande passagem, ganhei cinco títulos nacionais, também ganhamos uma Copa da Uefa. Então sete anos aqui já deu meu tempo. Agora tenho que buscar novos objetivos na minha vida, novos obstáculos para que eu possa sempre crescer. Meu pensamento, se der tudo certo, é voltar em janeiro para o Brasil. Se não der certo, quero sair para algum outro país aqui da Europa.

Jadson quer voltar para o Brasil
Getty Images
Jadson quer voltar para o Brasil
iG: E essa volta para o Brasil pode ser para o São Paulo?
Jadson: Eu li algumas reportagens em sites sobre isso. Fico feliz em ter o São Paulo interessado no meu futebol, um grande clube, mas até agora não tem nada concreto. São só especulações.

iG: O São Paulo não está na Libertadores. Isso pesa numa decisão de defender o clube do Morumbi?
Jadson: Não, para mim não tem nada a ver. Acho que o São Paulo é uma grande equipe, não conseguiu ir para a Libertadores, mas vai voltar no futuro. Eu não tenho esse problema. Se for para eu voltar, vai ser para ajudar o time que me contratar na Libertadores, Copa do Brasl, Brasileirão. Todos os campeonatos são importantes.

iG: Certamente haverá uma resistência do Shakhtar, que pretende vendê-lo, e não emprestá-lo. Vale fazer uma pressão para sair?
Jadson: Quem está por dentro de tudo são meus empresários, não me passaram nada, só que tinham alguns clubes brasileiros interessados, e eles estão trabalhando para em janeiro eu voltar para o Brasil. Até agora ninguém conversou com o pessoal do Shakhtar e estou esperando eles se acertarem.

iG: E seus empresários te contaram quais são esses clubes brasileiros interessados?
Jadson: Me falaram sim, mas eu não posso contar, é segredo por enquanto.

iG: Acompanhou a queda do Atlético-PR para a Série B?
Jadson: Eu estava torcendo, tenho um carinho pelo Atlético-PR, foi o clube que me revelou, passei por um bom momento na equipe. Fico triste porque o clube tem uma grande estrutura, uma torcida maravilhosa, mas esse ano as coisas não deram certo. O time não conseguiu embalar no campeonato e se deixar para os últimos jogos para brigar contra o rebaixamento, pesa psicologicamente, a pressão é maior. Mas vou torcer para que o Atlético possa subir no ano que vem e ficar no lugar que merece.

iG: Sobre a seleção brasileira, depois que você foi para a Copa América, não foi mais chamado. Por que acha que está sendo preterido?
Jadson: Eu tive a oportunidade de ir para a Copa América e depois não fui mais convocado. Acho que o Brasil tem grandes jogadores de qualidade que podem ser vistos pelo Mano Menezes. A concorrência é grande e acho que é por isso que não voltei mais. Vou continuar trabalhando para buscar meu espaço no futuro próximo.

iG: E qual o motivo do fracasso na Copa América?
Jadson: Não teve defeito nenhum, fizemos alguns jogos bons na competição. No jogo contra o Paraguai faltou um pouco de sorte, acho que foi isso. Começamos bem, mas não conseguimos fazer os gols. Foi isso.

iG: Na temporada passada, o Shakhtar chegou às quartas da Liga dos Campeões, mas nesse ano sequer passou da primeira fase, sendo que a base é a mesma. Por que essa queda?
Jadson: Nessa Champions começamos em um grupo que não era considerado muito forte. Tinha o Porto, que era favorito, e a nossa equipe. Mas dentro de campo nós não tivemos sorte. Contra o Porto, por exemplo, tomamos a virada. E naquele jogo o juiz não foi a nosso favor, invertia faltas e isso nos prejudicou um pouco. Depois desse jogo abalamos. Atuamos em casa com Zenit e APOEL e empatamos as duas vezes, jogos que a gente precisava ganhar. E aí complicou.