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Veja através das frases como foram os três primeiros anos de Alexandre Kalil no comando do Atlético-MG

No dia 30 de outubro, neste domingo, o presidente do Atlético-MG , Alexandre Kalil, vai completar três anos no cargo. Se em campo o time tem patinado e apenas lutado contra o rebaixamento, com exceção de 2009, quando lutou para ser campeão, o mandato de Kalil vai ficar marcado muito mais pelas frases e provocações do dirigente.

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Na primeira entrevista como presidente atleticano, em outubro de 2008, Alexandre Kalil prometeu montar uma boa equipe de trabalho. “Nós vamos encher o Atlético de gente do bem, vamos povoar o Atlético de boas intenções”. O perfil do dirigente e o jeito sincero de dizer o que pensa sempre fez de Kalil um ótimo entrevistado, com declarações fortes e polemicas. Relembre algumas frases marcantes de Alexandre Kalil nos três anos como presidente do Atlético-MG, durante entrevistas ou através do Twitter.

Ingressos

Desde que Alexandre Kalil se tornou presidente do Atlético-MG, o assunto ingresso sempre ganhou destaque. No primeiro momento o dirigente abaixou o preço para ter o torcedor junto do time. Em 2009 as entradas ficaram mais caras, mas com o time na parte de cima da classificação, nenhuma reclamação. Mas tudo mudou em 2010, com o time mal e jogando fora de Belo Horizonte. O ingresso mais barato nos primeiros jogos do Atlético-MG na Arena do Jacaré custavam R$ 40.

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Questionado se abaixaria o valor, o presidente foi irônico. “Nós podemos baixar o ingresso pra R$ 5 e trazer o Nilson Sergipano de volta. Quem está reclamando que não vá a campo”, disse em referência ao atacante que passou pelo clube em 2004. Dias depois, Kalil voltou a ser irônico, mas com uma boa notícia para os atleticanos. “O ingresso custa R$ 40, mas o Réver é nosso”.

Contratações

Provocações de Kalil ao Cruzeiro fazem sucesso entre os atleticanos
Flickr/Clube Atlético Mineiro
Provocações de Kalil ao Cruzeiro fazem sucesso entre os atleticanos
Quando chegou à presidência, Kalil encontrou um clube com problemas e cheio de traumas por conta das desastrosas gestões anteriores. As contratações do Atlético-MG eram feitas por quantidade, não por qualidade, o que o novo dirigente prometeu mudar . “Vamos demorar, vamos buscar pouco, mas não vamos encher uma barca. Vamos trazer um iatezinho pequenininho, para que a gente faça um time bacaninha para 2009”, disse o dirigente, que ainda fez uma afirmação que não foi cumprida. “Procuramos gente que não precisa procurar na internet”, falou Kalil sobre contratar jogadores desconhecidos.

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Para facilitar o acesso da imprensa e dos torcedores, o presidente Alexandre Kalil criou um perfil no Twitter no qual usar para anunciar as contratações do Atlético-MG. Vários jogadores foram anunciados via internet, caso do meia Diego Souza . “A tuitada que vocês estavam esperando! Diego Souza é do Galo!”. O atacante André também foi pelo Twitter, mas em um momento que Kalil estava suspenso pelo STJD. “Estou suspenso pelo STJD mas fiquei sabendo que o André é do Galo”.

Categorias de base

As revelações do Atlético-MG sempre tiveram um tratamento especial dentro do clube. Com Alexandre Kalil não foi diferente. No entanto o presidente fez algumas associações que não foram legais para os jovens jogadores atleticanos. “Se a torcida está esperado dessa diretoria contratações de barca, ela vai ter que ter mais paciência. Pra buscar barca, eu desço ali, 50 metros, e busco os meus meninos”, disse Kalil, que voltou a citar a preferência de usar pratas-da-casa do que trazer jogadores ruins. “O Atlético não contrata muxiba. Se for para contratar muxiba, eu busco lá nas categorias de base. Se for para contratar porcaria, é melhor apostar em um menino de 17 anos que ninguém conhece”.

Rebaixamento

Em dois dos três anos de mandato de Alexandre Kalil o Atlético-MG esteve envolvido na briga contra o rebaixamento, inclusive é a realidade da equipe . Mesmo com o sufoco de 2010, o presidente sempre mostrou confiança na permanência do time na elite, por um motivo especial. “Elias Kalil não vai deixar o Atlético cair, não. A torcida do Atlético pode ficar tranquila, porque meu pai está lá em cima olhando por nós e agora está na hora das coisas darem certo”, disse o dirigente em outubro do ano passado. Depois de salvo, Alexandre Kalil brincou com a situação, só não esperava brigar contra o rebaixamento mais uma vez. “Eu falo que não vou cair porque não sou presidente de pegar malária, de jogar no Pará, no Amazonas. É muito mais fácil eu ser assaltado no Rio de Janeiro”. Depois de vencer o Goiás, jogo que confirmou o Atlético-MG na elite, Kalil desabafou no Twitter. "Torcida do Galo, obrigado. E segunda divisão é a puta que pariu".

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Apesar de a situação não ter mudado em 2011, Kalil disse não ter medo do rebaixamento, mas sim do desempenho de sua equipe dentro de campo. “Eu não tenho medo, a única coisa que me apavora é o meu time não jogar, não ganhar”.

Contrato TV

Alexandre Kalil se tornou um dos protagonistas na renovação de contrato para a transmissão do Campeonato Brasileiro. Não satisfeito com o andamento das negociações, o dirigente atleticano foi curto e grosso. “O povo do futebol está sendo estuprado”. Como ocorreu com os demais clubes, o Atlético-MG também assinou com a Rede Globo. “Tapei o nariz e fechei com a Globo”, declarou Kalil.

Provocações

nullJá o que nunca faltou para o presidente do Atlético-MG foi vontade de provocar. Seja time grande ou time pequeno, Kalil não poupa ninguém. Um dos jogadores mais contestados do Atlético-MG na gestão atual foi o atacante Ricardo Bueno , contratado junto ao Oeste-SP. “Ele está jogando pela primeira vez em um time grande, porque o Oeste não é time”. Até mesmo o São Paulo , logo depois de vencer o Atlético-MG , teve de escutar. “Para jogar aqui com o Atlético, tem de ser igual a time da roça. O time está de parabéns. A torcida reconheceu o chocolate que o São Paulo tomou”.

Mas como não podia ser diferente, ninguém poderia ser mais provocado por Alexandre Kalil do que o Cruzeiro , o grande rival. Seja em derrota ou vitória, o presidente atleticano sempre tirou uma casquinha do time celeste. Em fevereiro, depois de uma vitória no clássico pelo estadual . “O freguês quando é bom a gente aceita até sem dinheiro”. Outra tuítada marcante foi depois da vitória no clássico do Brasileirão do ano passado , disputado em Uberlândia. Kalil aproveitou também para responder Valdir Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro. “O aprendiz de gerente tinha razão: Uberlândia viu uma bela festa. Boa noite”.

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O triunfo com os três gols de Obina voltou a ser lembrado no final do ano, depois do Brasileiro. Kalil lamentou o fato de ter vencido apenas o Mineiro, mas voltou a cutucar o rival. “Desculpem-me pelo ano. Apenas um título. 2011 será melhor. Agora, jogo gostoso foi o de Uberlândia!”. Mas nenhuma superou a gozação com a derrota celeste na final da Libertadores para o Estudiantes. "A história do Cruzeiro na Libertadores nesses últimos anos é igual a história dos Três Patetas, aquele seriado da televisão. A gente sabe tudo o que vai acontecer, mas no final nós vamos morrer de rir de novo".