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Futebol
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Alemanha vence e mantém jejum do Brasil diante dos 'grandes'

No duelo entre duas jovens seleções, alemães vencem por 3 a 2, gols de Schweinsteiger, Götze, Schürrle, Robinho e Neymar

Paulo Passos, enviado iG a Stuttgart |

A Alemanha colocou a seleção brasileira em seu devido lugar, nesta quarta-feira. No duelo entre duas seleções jovens, porém em estágios muito diferentes, pesaram o entrosamento e a maturidade do time alemão, que venceu por 3 a 2 o amistoso disputado em Stuttgart.

O resultado aumenta a coleção de insucessos do técnico Mano Menezes, ainda sem vencer uma grande seleção. Além da recente eliminação na Copa América, primeira competição oficial sob o comando do técnico, o Brasil perdeu amistosos contra Argentina e França e empatou com a Holanda, em Goiânia.

Neymar, ameaçado de não jogar devido a um dor de garganta, entrou em campo e teve boa atuação, com algumas boas jogadas pela esquerda e um gol nos descontos. O novato Fernandinho também foi bem e mostrou que pode ser útil, equanto Ramires apareceu em alguns momentos mesmo combatido pelo forte meio-campo alemão. Já Ganso, outra joia da nova geração brasileira, começou no banco e pouco mostrou quando esteve em campo, na etapa final.

Os jovens da Alemanha, por sua vez, foram decisivos. Götze, o ‘Neymar alemão’, fez uma linda jogada e apresentou seu cartão de visitas aos 5 minutos. Na etapa final, marcou um belo gol e firmou-se como candidato a astro do futebol europeu. O terceiro gol da Alemanha foi do igualmente jovem Schürrle, de 20 anos, que entrou na etapa final e decidiu o jogo. Kroos e Müller também tiveram atuações de destaque, bem como os experientes Lahm e Schweinsteiger.

Além da juventude, a experiência também favoreceu a Alemanha. Dos 16 jogadores que estiveram em campo diante do Brasil, 10 participaram da última Copa do Mundo. Do lado brasileiro, foram à África do Sul apenas 6 dos 15 atletas que jogaram nesta quarta.

Gráfico de Alemanha 3 x 2 Brasil

Seleção brasileira até desarmou e driblou melhor que a alemã, mas troca de passes certos resultou em uma maior posse de bola para a equipe mandante, o que foi decisivo para o resultado em Stuttgart

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iG São Paulo

 

*= Valor em porcentagem

O jogo
A Alemanha começou melhor e encurralou o Brasil. Com ótimo toque de bola, o time alemão exigiu esforço de Julio Cesar logo aos 5 minutos. Schweinsteiger fez lindo lançamento para Götze, que matou no peito, driblou André Santos e chutou para ótima defesa do goleiro brasileiro.

Sem conseguir equilibrar o jogo no meio-campo, o Brasil investiu nos contra-ataques. E foi assim que surgiu a primeira boa chance brasileira, aos 11 minutos. Robinho enfiou bela bola para Pato dentro da área, mas o centroavante tentou um drible a mais e foi desarmado.

De um lado, os alemães tocavam melhor a bola. Do outro, o Brasil, objetivo, criou quatro lances seguidos pela esquerda. Primeiro, André Santos e Robinho chutaram em cima da zaga. Depois, Ramires roubou na defesa e Robinho puxou contra-ataque. Neymar cruzou no segundo pau, alto demais para a conclusão de Robinho. Logo depois, o jovem astro santista invadiu a área de novo e a defesa cortou na hora certa.

A resposta alemã foi imediata e bem ao seu estilo. Após troca de passes pela direita, Kroos recebeu na entrada da área e bateu de primeira, com perigo, à direita de Julio Cesar.

O ritmo de jogo diminuiu nos 15 minutos finais, mas a emoção continuou. O Brasil chegou com Daniel Alves numa falta da intermediária que Neuer rebateu. A Alemanha apareceu num contra-ataque que achou Podolski livre na área. Thiago Silva cortou antes da conclusão. No fim, Neymar ainda chutou cruzado rente à trave depois de jogada veloz pela direita.

Mowa Press
Logo no começo do segundo tempo, Pato tenta o gol, mas erra e lamenta
O intervalo fez bem ao Brasil, que voltou melhor para o segundo tempo e criou a melhor chance do jogo nos minutos iniciais. Ramires roubou a bola na intermediária brasileira e puxou o contra-ataque. Fernandinho deixou Pato na cara de Neuer, mas o centroavante tocou por cobertura para fora do gol.

Só que o domínio brasileiro se resumiu a um lance. Depois disso, a Alemanha retomou as rédeas da partida e deu trabalho aos brasileiros. Lahm chutou cheio de efeito de fora da área e Julio Cesar se atrapalhou todo, mas conseguiu rebater a bola. Em seguida, Schürrle cruzou e Götze, de primeira, acertou Lúcio.

A superioridade alemã, embora pequena, se justificou aos 14 minutos, quando Lúcio cometeu pênalti em Kroos. Schweinsteiger cobrou forte, no centro do gol, e abriu o placar.

O gol não chegou a abater o Brasil, mas também não fez a Alemanha mudar seu jogo. E o segundo gol não demorou a sair. Kroos fez aproveitou o buraco na defesa brasileira e lindo passe na área para o jovem Götze, que driblou Julio Cesar e marcou um golaço.

Quando o jogo pendia todo para o lado alemão, o Brasil renasceu graças a um pênalti de Lahm em Daniel Alves. Robinho cobrou e diminuiu a desvantagem brasileira, aos 26 minutos.

Se o Brasil tinha a esperança de empatar o jogo, ela foi embora aos 34 minutos numa lambança da defesa brasileira. André Santos tentou sair jogando dentro da área e Schweinsteiger roubou a bola. Schürrle aproveitou o passe, bateu de primeira e acertou o ângulo de Julio Cesar.

Já nos descontos, com o jogo praticamente encerrado, Neymar descontou num chute de fora da área. Era tarde.

Mowa Press
Logo no começo do segundo tempo, Pato tenta o gol, mas erra e lamenta

FICHA TÉCNICA - ALEMANHA 3 X 2 BRASIL

Local: Mercedes-Benz Arena, em Stuttgart (Alemanha)
Data: 10 de agosto de 2011 (quarta-feira)
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
Cartões amarelos: Paulo Henrique Ganso (Brasil)
Gols:
ALEMANHA: Schweinsteiger, 14min, Götze, 21min, e Schürrle, 34min do 2º tempo
BRASIL: Robinho, 26min, e Neymar, 46min do 2º tempo

ALEMANHA: Neuer, Träsch, Hummels (Boateng), Badstuber e Lahm; Schweinsteiger (Rolfes), Kroos e Götze (Cacau); Müller, Mario Gómez (Schürrle) e Podolski (Klose). Técnico: Joachim Löw

BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos (Luiz Gustavo); Ralf, Ramires e Fernandinho (Ganso); Robinho (Renato Augusto), Alexandre Pato (Fred) e Neymar. Técnico: Mano Menezes

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