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Na volta ao Vasco, atacante enfrenta ex-clube e se defende de perseguição após derrota no Mundial

O fim do casamento de Alecsandro com o Internacional deixou marcas. A relação ficou estremecida depois da eliminação do time gaúcho no Mundial de Clubes, em 2010, para o modesto Mazembe . Desde então, o atacante perdeu espaço no time e com a torcida. Domingo, ele volta ao Beira-Rio pela primeira vez contra o ex-clube. Recuperado de uma lesão muscular , Alecsandro ficou fora da equipe em sete partidas. Por ironia, vestirá novamente a camisa 9 em Porto Alegre.

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Experiente, o atacante evita criticar o Internacional. Alecsandro sempre destacou o bom ambiente com os dirigentes colorados. Seu problema, afirma desde que chegou ao Vasco, em março , foi ter virado bode expiatório depois da humilhante derrota quando se sonhava com o bicampeonato mundial – vencera antes em 2006, derrotando o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho .

“Não tenho mágoas do Inter e nem do seu torcedor”, discursa Alecsandro, emendando: “Lá, conquistei título, fiz amigos, ganhei prestígio, só coisas boas... Só que após o Mundial o torcedor escolheu alguns jogadores como culpados e eu fui um deles, mas tudo bem. A vida continua. Tenho a certeza que não foi a maioria que me perseguiu, pois sempre fui bem recebido quando voltei a Porto Alegre“, completa o jogador, num misto de polidez e ressentimento.

O atacante sabe que será vaiado pela torcida colorada. No entanto, sua preocupação maior é resistir aos 90 minutos. Depois de ficar fora sete partidas, voltou domingo no empate em 2 a 2 com o Corinthians. Entrou na segunda etapa, a tempo de fazer um gol anulado pelo árbitro, pois estava impedido.

Com a suspensão de Élton , ele terá a chance de começar jogando. Mais importante do que calar o Beira-Rio, conta o camisa 9, é dar a volta por cima depois da fase mais delicada para ele em sua passagem por São Januário.

“Vinha crescendo com o time e perdi sete jogos por causa da lesão. Volto na reta final e sei que qualquer lesão agora pode me tirar do campeonato, por isso fiz um grande trabalho de fortalecimento muscular para não ser surpreendido”, conta o atacante.

Será o primeiro trabalho de Alecsandro com o técnico interino Cristóvão Borges. Com Ricardo Gomes, jamais teve problemas. Pelo contrário, logo que chegou, ganhou a disputa pela posição com Elton, Leandro, Marcel e Patrick. O atacante destaca os métodos de trabalho do auxiliar. Segundo ele, iguais aos do comandante, que se recupera de um AVC hemorrágico.

“Cristóvão é como se tivesse vendo o Ricardo, mas ele é preto e o outro é branco”, brinca o atacante. “Tranquilidade é a mesma. Ele merece, já falei pessoalmente, merece os parabéns, conheço Cristóvão há dez anos, um auxiliar que nunca quis ser treinador. Demos apoio a ele no momento da saída do Ricardo. Dele, esperamos o melhor”.

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