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Português foi suspenso por cinco jogos pelas críticas que fez à arbitragem na derrota do Real Madrid para o Barcelona na Liga dos Campeões

O advogado que ajudou a mudar a história do mercado do futebol poderá ser o responsável por livrar José Mourinho da suspensão de cinco partidas imposta pela Uefa, informa o jornal As. Jean-Louis Dupont conduziu o “caso Bosman”, que resultou na lei de mesmo nome e aboliu as restrições sobre transferências de jogadores, e poderá agora agir a favor do português.

Mourinho foi punido pela entidade que rege o futebol europeu devido às duras críticas que fez contra a arbitragem quando seu clube, o Real Madrid , foi derrotado em casa pelo Barcelona no primeiro jogo da semifinal da Liga dos Campeões. Ele também acusou Pep Guardiola, treinador rival, de nunca ter vencido uma Liga "justa”.

O Real Madrid prepara sua defesa para apelar da suspensão de cinco partidas – sendo que uma já foi cumprida – e Dupont teria ido ao Santiago Bernabeu com sua equipe de advogados nesta quarta-feira. O português já havia afirmado que, se necessário, iria recorrer da sentença na CAS (Corte Arbitral do Esporte), instância máxima na justiça desportiva.

Entenda o caso Bosman
Jean-Marc Bosman foi um jogador belga do RFC Liege. Seu contrato expirava em 1990 e ele desejava se transferir para o francês Dunkerque. Como o clube não aceitou o valor mínimo pedido pelo Liege, a negociação foi rejeitada. Neste período, Bosman deixou de fazer parte da equipe principal e teve seu salário reduzido. Decidiu, assim, mover uma ação contra seu time.

Em 15 de dezembro de 1995, foi dado a Bosman e a todos os demais jogadores da União Europeia o direito de livre-transferência após o término de seus contratos. Até então os clubes poderiam impedir que seus jogadores fossem para outro time mesmo se seus contratos já estivessem expirados.

A Lei Bosman permitiu às agremiações assinarem um pré-contrato com um atleta sem ter de até seis meses antes do término de seus vínculos com suas equipes sem ter de pagar nada por isso.