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Adriene recua e diz que efetuou o disparo na própria mão

Jovem assumiu a autoria do tiro e o delegado afirmou que a reconstituição do caso provou que Adriano não cabia no banco de trás do carro

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |


A jovem Adriene Cyrillo decidiu mudar seu depoimento e assumiu a autoria do disparo que feriu a sua mão esquerda. A estudante recebeu alta do hospital Barra D'or nesta quarta-feira e foi para a delegacia, onde passou pela acareação e reconstituição do caso. Em seu primeiro depoimento, feito ainda no hospital, a moça afirmou que o atacante Adriano havia feito o disparo. Ficou provado também que o jogador não cabia no banco de trás do carro, durante a reconstituição.

Leia mais: Carro de Adriano passa por nova perícia e reconstituição do caso

Adriene, que ainda caminha com dificuldades, chorou muito durante o confronto de versões e assumiu que o tiro saiu da arma que estava na mão dela, de modo acidental. A moça afirmou para o delegado que mentiu em sua primeira versão, pois estava com medo, assustada e levemente alcoolizada.

Confira também: Jovem baleada recebe alta e acareação com Adriano será nesta 4ª
AE
Adriene ainda caminhava com dificuldade após receber alta nesta quinta-feira
Com a confissão de Adriene Cyrillo, a jovem se enquadra na ação de arrependimento eficaz e não será acusada de denunciação caluniosa. Com isso, se livra de uma pena de 2 a 8 anos de prisão.

Ao deixar a 16ª DP, o jogador Adriano disse, rapidamente: "Estou aliviado. Com a mudança de depoimento, espero que a história tenha acabado", afirmou o atacante do Corinthians.

Adriene recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira. Ela estava internada no Hospital Barra D´Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Quatro cirurgiões participaram da operação de Adriene. Foi feito enxerto de osso retirado da crista ilíaca da jovem. O lado esquerdo foi escolhido por Adriene, já que tem tatuagem e ela poderá refazer o desenho e esconder a cicatriz.

Delegado comenta sobre o novo depoimento
Fernando Reis falou sobre a importância da reconstituição, realizada nesta quarta-feira, para as conclusões do caso. "Vocês viram muito bem (referindo-se aos jornalistas) que o Adriano não cabia no banco de trás do carro junto com as garotas. Neste sentido, todos os dados são coerentes. Todos os elementos colhidos até aqui no inquérito dão credibilidade ao novo depoimento dela", concluiu o delegado.

O delegado da 16ª DP, Fernando Reis, falou sobre a mudança na versão da moça e afirmou que o caso ainda não está encerrado. "Sabe aquilo que a gente vê nos filmes? Foi o que aconteceu aqui. Ela chorou bastante, se disse arrependida. Disse que pegou a arma deliberadamente. Mas o inquérito não está terminado. Na acareação, a gente busca os dados fundamentais da investigação e questiona os investigados de declarações que eles desconhecem", afirmou Reis. Assim, será enviado um relatório sobre o caso para o Ministério Público, compete ao órgão definir o encerramento do caso

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