"O Muricy me deu muita confiança e soube explorar o que tenho de melhor", avaliou o volante

Revelado nas categorias de base do Santos , o volante Adriano nunca foi titular absoluto da equipe, desde quando foi promovido ao elenco principal, em 2007, pelo então técnico da equipe, Vanderlei Luxemburgo. Mas, após passar alguns anos de dificuldades na Vila Belmiro, além de ter sido emprestado ao São Caetano no ano passado, o meio-campista deu a volta por cima, com os títulos paulista e da Copa Libertadores da América de 2011.

Isto porque Adriano venceu a desconfiança de parte da torcida e, com a chegada do técnico Muricy Ramalho, agora é praticamente um dos titulares absolutos do time.

"O Muricy me deu muita confiança e soube explorar o que tenho de melhor, que é o forte poder de marcação. Graças a ele, pude mostrar meu futebol e ajudar o Santos a conquistar o Paulistão e a Libertadores", disse.

O volante, que na final da Libertadores fez uma marcação bastante eficiente sobre Martinuccio, principal jogador do Peñarol (Uruguai), também destacou a emoção de ser campeão da Libertadores pelo time que o revelou para o futebol.

Emocionado, Adriano relembrou as dificuldades enfrentadas para chegar a esse momento importante dentro da sua carreira. "A passagem pelo São Caetano foi importante para que eu amadurecesse, mas eu queria muito voltar ao Santos. No ano passado, comecei jogando nos aspirantes (sub-23) até que recebi uma oportunidade do Marcelo Martelotte (treinador interino) durante o Campeonato Brasileiro do ano passado. Fiz um bom jogo contra o Atlético-MG, em Sete Lagoas, e passei a ser relacionado até o final da temporada", contou.

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Entusiasmado com a boa fase, o volante, que nasceu em São Vicente - na região da Baixada Santista -, espera que o Alvinegro Praiano mantenha o embalo e entre com força também nas disputas do título brasileiro e do Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão.

"Nasci em São Vicente e eu e toda minha família torcemos para o Santos. Jogar como profissional no clube do coração já é motivo de orgulho, mas entrar para a história ganhando a Libertadores pela primeira vez depois da Era Pelé é algo que eu jamais poderia imaginar. É uma emoção difícil de explicar. Mas, agora, já estamos pensando no Brasileirão e, no final do ano, no Mundial de Clubes. Vamos em busca de mais títulos", finalizou.

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