Técnico lembra que decisão de abrir mão do Gaúcho em 2006 foi recompensada com título Mundial

Quando trocou o Fluminense pelo Internacional em 2006, Abel Braga não imaginava que sua carreira fosse deslanchar tão rapidamente. Após amargar dois vice-campeonatos consecutivos da Copa do Brasil, em 2004 com o Flamengo , e, no ano seguinte com o Fluminense, Abelão se consagraria de vez como técnico top de linha após as conquistas da Libertadores e do Mundial naquele ano.

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Mas para chegar lá o projeto implicou numa decisão ousada e arriscada levando em consideração a rivalidade com o Grêmio : abrir mão da disputa do Campeonato Gaúcho. Abel evita comparações, mas vê uma certa semelhança na espera da diretoria tricolor por sua chegada e torce para que as decepções no Carioca e na Libertadores sejam recompensadas num futuro próximo.

Abel Braga pegou pesado logo no primeiro treino
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Abel Braga pegou pesado logo no primeiro treino

“Eu lembro que quando veio o projeto Libertadores (em 2006), o Campeonato Gaúcho ficou totalmente de lado. Mesmo assim, chegamos à decisão com um time reserva e perdemos a final para o Grêmio. Se tivéssemos vencido, seríamos pentacampeões, mas acho que a entrega não teria sido tão grande na Libertadores. A perda do título não atrapalhou nada. Isso é o que está acontecendo agora. A ideia do Fluminense era ter o Abel, e a minha ideia era voltar ao país. Mesmo tendo pago um preço alto, tudo que foi traçado em 2006 foi cumprido. Aconteceu o mesmo agora. Quem sabe não acontece o mesmo aqui”, prevê o treinador.

Abel Braga não prometeu títulos na sua apresentação, mas garantiu que sua entrega será total e que o torcedor do Fluminense terá orgulho de torcer por essa equipe . Com certeza o orgulho só virá com os resultados positivos, mas a entrega ficou óbvia já no primeiro treino. Abelão não deu moleza aos jogadores e treinou finalizações com os atacantes até o anoitecer.

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O treinador já deixou claro que não deve mexer muito na equipe, mas espera uma partida bastante complicada já na sua estreia diante do Corinthians .

“No futebol brasileiro todos os jogos são complicados. Na França, quando recebi o convite do Bordeaux, um dos dirigentes me disse que o clube que mais investe sempre ganha. Falei que no Brasil são 12 favoritos. O Fluminense começa com uma cara e vai precisar muito dela”, explicou Abel.

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