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Com 24 formações diferentes em 24 jogos, treinador diz que monta seu time de acordo com o adversário

Foi se o tempo em que os torcedores tinham na ponta da língua a escalação de suas equipes. Os tricolores, por exemplo, sabiam de cor e salteado o time tricampeão carioca (83/84/85) e campeão brasileiro (84) formado por Paulo Victor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato. Atualmente, isso é quase impossível.

Seja pela saída precoce de jovens promessas nas temidas janelas de transferências internacionais ou simplesmente pelas inúmeras opções táticas adotadas por alguns treinadores. Abel Braga é um deles. Sem se apegar ao passado, o treinador do Fluminense afirma que nos seus times todos têm sua importância.

“Já deixei claro que o Fluminense não tem apenas 11 titulares. O futebol moderno não permite mais isso. Já escalei o Rodrigo e o Fernando Bob quando ninguém esperava a entrada deles, o Sobis , o Martinuccio .... Aqui todos sabem que são importantes e que terão oportunidades de jogar”, afirmou Abel.

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Os tricolores mais nostálgicos podem até reprovar o método de trabalho do técnico Abel Braga, mas o fato é que sua estratégia não é da boca para fora e tem surgido efeito. Seja por questões táticas, médicos ou disciplinares, nas 24 partidas no comando do Fluminense o treinador usou 24 formações diferentes.

“Eu escalo meu time de acordo com o que o adversário pode apresentar de fraqueza. Depois de perder para o Bahia , fui fechado contra o Atlético-PR e consegui o ponto que eu queria. Agora vamos tentar a vitória, que nos dará, no mínimo, o quarto lugar por causa do empate do São Paulo ”, explicou o treinador.

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A cumplicidade entre o treinador e seu elenco é tão forte que o atacante Ciro sempre é lembrado por Abel Braga. Não por seus gols, mas por sua disciplina tática na sequência de quatro vitórias consecutivas do Fluminense no início do returno.

“Não esqueço nunca que na fase de irregularidade da equipe o Ciro jogou fora da sua posição e se doou para a equipe. Ele não marcou gols, mas cumpriu uma função tática importantíssima que fez com que o time adquirisse uma confiança muito grande dentro da competição”, lembrou Abelão.

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