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A tradição veste amarelo na camisa 1 do Cruzeiro

Fábio e Raul Plassmann são os goleiros que mais vestiram a camisa cruzeirense na história do clube mineiro

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

Vippcom
Raul foi homenageado com camisa amarela durante lançamento do novo uniforme
Na partida contra o Villa Nova, pela segunda rodada do Campeonato Mineiro, o goleiro Fábio se tornou o segundo goleiro que mais vezes defendeu o gol do Cruzeiro, com 368 jogos. O atual capitão e ídolo da torcida cruzeirense só está atrás de outro gigante que já honrou a camisa 1 do time mineiro: Raul Plassmann, que jogou 557 vezes pelo Cruzeiro. O curioso é que Fábio segue a tradição iniciada por Raul durante as décadas de 60 e 70 e adotou o amarelo como cor de seu uniforme.

No início desse ano, Raul Plassmann voltou ao Cruzeiro para trabalhar nas categorias de base do time, ajudando na revelação de novos talentos. O ex-goleiro revela que não se preocupa em ser ultrapassado por Fábio como arqueiro que mais defendeu o Cruzeiro. “Nos falamos muito e nunca tocamos nesse assunto. Na minha época jogava-se menos que agora. Mas não me preocupo se ele me ultrapassar. Gostaria de estar no jogo quando isso acontecesse. Essa marca estará em boas mãos. Não vão me esquecer pelo o que o Fábio está fazendo agora”, afirma Raul Plassmann.

Fábio tem contrato com o Cruzeiro até 2016 e, caso siga como titular e não tenha lesões graves, pode ultrapassar o feito de Raul, já que o time celeste tem disputado uma média de mais de sessenta jogos por temporada. O atual funcionário das categorias de base do Cruzeiro alfinetou a postura dos atletas atuais, que trocam de times a cada temporada. “Acho um pouco ridículo quando os jogadores colocam o número 100 na camisa quando completam 100 jogos por um time. É tão pouquinho. Se fosse uma camisa de 1000 jogos, tudo bem”, disse Raul.

Apesar de se dizer satisfeito com a possibilidade de ser o goleiro que mais defendeu o Cruzeiro, Fábio sabe das dificuldades em permanecer como titular em um time de expressão. “É importante estar sendo lembrado por marcas importantes alcançadas. Fico feliz por estar alcançando esses objetivos, esses números. É muito difícil estar todos esses anos como titular aqui no Cruzeiro. Mas nada de querer ser o primeiro em números de jogos agora. Tudo tem seu momento”, disse o atual camisa 1 do Cruzeiro.

Camisa amarela
Raul Plassmann foi um dos primeiros goleiros do futebol brasileiro a utilizar uma camisa que não fosse preta, cinza ou branca. E a adoção do amarelo foi um acaso do destino. Em um clássico entre Cruzeiro e Atlético, na década de 60, Raul foi experimentar a camisa de goleiro oficial e ela não serviu. O goleiro foi a campo com uma camisa de passeio, uma espécie de blusão, emprestada pelo lateral Neco. Naquele jogo, Raul fechou o gol e não abandonou a cor que lhe dera sorte.

O goleiro fala com orgulho de ter incorporado o amarelo ao azul e branco do Cruzeiro. “Isso é muito importante para mim. Colocar mais uma cor na bandeira do clube, nas cores do Cruzeiro, não é para qualquer um. Um motivo de orgulho. Tão importante quanto um grande título. Vejo que continuo jogando pelo Cruzeiro mesmo tendo me aposentado quando vejo o Fábio de amarelo. Um prosseguimento da minha história do clube, sempre vão lembrar de mim”, emocionou-se o ex-goleiro.

O goleiro Fábio também se disse honrado por vestir amarelo, uma cor que já gostava antes mesmo de chegar ao Cruzeiro. “Camisa amarela eu sempre gostei, tive camisas dessa cor no Vasco. Desde aquela época eu já jogava de amarelo. O Cruzeiro tem tradição desde o Raul, um goleiro que fez historia no clube e na Libertadores. Mas nada de superstição. O que importa é o gosto de cada um”, disse o goleiro cruzeirense.

Vippcom
Fábio adotou o amarelo em seu uniforme e segue tradição na camisa 1 do Cruzeiro
Raul foi só elogios ao atual titular do gol cruzeirense. “Ele é um profundo conhecedor da posição. Tem o biotipo de um goleiro. Tem presença, não é espalhafatoso. É prático e simples, pois tem goleiro que fica forçando para mostrar mais do que é. Fábio é capitão, sóbrio e tranqüilo”, elogiou o craque do passado.
 

Sobre a função
Dizem que goleiro é quem chega mais cedo ao treino e sai por último. Apesar da cobrança, Raul Plassmann defende a posição. “Vejo os goleiros com uma inteligência maior até pela escolha da posição. Não nasce grama ali porque ficamos de uma lado para o outro lá, trabalhando duro. É a posição mais bonita. Ali você perde e ganha o jogo, é decisivo. A vitória e a derrota estão nas mãos dele. Pelo fato de ter conhecimento disso, demonstra que está mais preparado que os outros jogadores.”

Divulgação/CBF
Gabriel já teve passagens até pela seleção principal, apesar da pouca idade
Além de Fábio, o Cruzeiro está bem servido de goleiros, todos formados nas categorias de base. No elenco profissional estão Rafael, de 21 anos e que foi vice-campeão mundial com a seleção brasileira sub 20 no Qatar em 2009. A mais nova revelação é o goleiro Gabriel, de apenas 18 anos e que já tem convocação para a seleção principal de Mano Menezes. Gabriel foi campeão do sul-americano sub 20 disputado no Peru, neste ano.

“Temos uma tradição aqui em formar bons goleiros. Já ouvi que aqui existe essa preocupação de manter esse bom nível entre os treinadores de goleiros. Cruzeiro sempre teve um carinho especial por essa posição. Uma pena não termos mais gols para utilizar todos eles”, brincou Raul.

O jovem Gabriel disse que a concorrência é positiva para o Cruzeiro. “Quem ganha com isso é o Cruzeiro, com tantos goleiros de talento. Tenho que saber esperar a minha hora e mostrar serviço quando a oportunidade aparecer.”

 

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