"Nunca contei quantos gols fiz na carreira, vou contar há quanto tempo estou limpo?”, brinca comentarista

Casagrande é fã de rock e falou sobre idolatria a líder do The Doors
AE
Casagrande é fã de rock e falou sobre idolatria a líder do The Doors
O ex-atacante e comentarista esportivo Walter Casagrande Jr. anda praticamente o dia todo acompanhado de uma terapeuta desde que deixou a clínica de recuperação, em setembro de 2008. "É uma luta eterna, mas ele (Casagrande) está muito bem", diz a psicóloga Daniella Galias à revista Alfa.

A entrevista com o comentarista, que se recupera do vício em drogas, é destaque da edição de julho da publicação. Com boa dose de ironia e bom humor, o ex-artilheiro garante não ficar contando há quanto tempo está livre das drogas. "Os caras querem saber quanto tempo levo sem usar drogas. Porra, nunca contei quantos gols fiz na carreira, vou contar há quanto tempo estou limpo?", desabafa.

Casagrande se mostra grato à Rede Globo e ao narrador Galvão Bueno por ter recuperado a posição de destaque como comentarista mesmo após ser internado. Recuperei o prazer em trabalhar com futebol. O Galvão foi quem mais brigou por mim. Depois da minha internação em 2006, ele lutou para que eu fosse para a Copa da Alemanha."

Fã de rock, o ídolo corintiano revela ter uma "relação" tumultuado com Jim Morrison, líder da banda The Doors morto por overdose há 40 anos. "Eu queria ser como Jim Morrison e aquilo me complicou. Não soube lidar com o tamanho da importância que ele teve pra mim. Durante grande parte da minha internação eu tentei me desligar dele. Aquele cara que, morreu em 1971, que se autodestruiu em dois anos, ficou comigo por 30 anos. Mas eu não morri, ele não conseguiu me matar. Eu me curei."

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