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"A oposição não está mais muda", afirma candidato Edson Lapolla

Rival de Juvenal Juvêncio reconhece passividade da oposição, mas confia em fortalecimento até a eleição

Levi Guimarães, iG São Paulo |

Além das recentes vitórias judiciais, que por enquanto impedem a mudança de estatuto que permitiria a reeleição de Juvenal Juvêncio na presidência do São Paulo, Edson Lapolla comemora o “renascimento” da oposição na política do clube. Ele tem consciência de que hoje não teria força para vencer uma eventual disputa com Juvenal, mas confia na mudança desse cenário.

“Hoje não [venceria uma disputa com Juvenal]. Eu sei fazer conta. Na situação dos conselheiros hoje não daria. Mas cada dia que passa a gente vai tendo mais apoio. É trabalhar. Eu sei quantos conselheiros estão do lado dele, mas também sei dos que estão do lado dele e no fundo são contra o terceiro mandato”, afirma Lapolla.

“É difícil, mas nós temos um compromisso com a torcida do São Paulo. Porque a gente não pode de novo não ter um candidato que lute pela torcida do São Paulo. E agora eu não estou sozinho, tem gente que me apoia, ex-presidentes que me apoiam”, completa.

Entre os ex-presidentes dos quais Lapolla diz receber apoio estão José Douglas Dallora, José Eduardo Mesquita Pimenta, Fernando Casal del Rey e Paulo Amaral, além de Isabel Galvão, viúva de Antônio Leme Nunes Galvão. Esse é um dos fatores que o fazem acreditar que a oposição finalmente voltou a ter voz no São Paulo.

“Não é uma coisa partidária. Nós temos que ter uma oposição fiscalizadora e construtiva. A gente fez isso de 1990 a 2000 [época em que Dallora fazia parte do grupo político que forma a atual situação], quando estivemos fora do poder. E hoje a oposição estava muda. Não está mais. A gente quer o bem do São Paulo, só isso”, diz.

Com Juvenal no poder há cinco anos e vislumbrando um novo mandato de três anos, Lapolla reconhece que a oposição viveu uma fase de “passividade”. Para ele, isso aconteceu principalmente para não atrapalhar um dos principais objetivos da gestão atual, que era a inclusão do estádio do Morumbi na Copa do Mundo de 2014.

“A passividade da oposição, eu até me incluo nela, aconteceu depois da eleição dele, no início de 2009. Porque nós estávamos naquela briga maior que era conseguir o estádio na Copa. Então nós poucos da oposição preferimos não ficar atacando”, explica.

A vitória judicial desta semana ainda pode ser cassada pelos advogados do grupo de situação do São Paulo, o que pode dar início a uma imensa batalha jurídica até as eleições, marcadas para a segunda quinzena de abril. Mas por enquanto, Lapolla comemorar com discurso otimista: “pra uma oposição que o Juvenal disse que não existia, nós barramos a farsa do terceiro mandato”.

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