Um dos técnicos oferecia sexo em troca de uma vaga no time titular e incentivava outro a colecionar material pornográfico infantil

Uma operação realizada pela polícia de Turim, na Itália, prendeu nesta segunda-feira, dia 20, dois técnicos e um árbitro de futebol acusados de oferecerem relações sexuais em troca de uma vaga como titular em uma equipe de futebol, a qual ainda não foi revelada.

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Um dos técnicos , de 50 anos, que tentava abusar sexualmente dos jogadores, teria também incentivado o outro treinador, de 20 anos, a colecionar material pornográfico infantil, o que torna o caso ainda mais repugnante. Já o árbitro é investigado por oferecer massagens revigorantes como 'desculpa' para praticar o abuso.

Técnicos, além de exigirem sexo de jogadores italianos, também colecionavam material pornográfico infantil
Reprodução
Técnicos, além de exigirem sexo de jogadores italianos, também colecionavam material pornográfico infantil

A ação coordenada pelas autoridades de Turim foi iniciada há pelo menos um ano quando os pais de um jovem de 16 anos sofreu agressão sexual. Na ocasião, o treinador mais jovem havia convidado o adolescente para visitar sua casa após um treino, quando tentou a abordagem sexual e foi denunciado.

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De acordo com as investigações, os treinadores seduziam os jogadores com a promessa de um papel como titular na equipe, ou até mesmo oferecendo outros favores pessoais. Todos eles foram indiciados por pedofilia, abuso sexual e vários outros crimes.

Segundo as autoridades, 15 vítimas já foram confirmadas. No momento, os acusados, que também inclui um arquiteto, cumprem prisão domiciliar e estão proibidos de usar qualquer meio de comunicação.

Caso parecido

Um caso de abuso sexual se tornou público recentemente com a ginástica artística dos Estados Unidos e culminou com o pedido de demissão do presidente da federação da modalidade, Steve Penny, que foi acusado de não colaborar com as investigações, além de intervir tarde demais e tomar atitude mais drásticas para resolver a situação.

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O caso se iniciou após queixas de 368 antigas ginastas, muitas com menos de 13 anos à época em que foram assediadas, que disseram terem sido vítimas de agressão sexual por médicos e técnicos, ao longo dos últimos vinte anos, no decorrer de seus estágios. *Com informações da Agência Ansa

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