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Fifa exigia uma punição maior ao time argentino, mas a entidade máxima do futebol sul-americano preferiu dar uma pena mais branda e perder uma seleção no Mundial da Rússia

A América do Sul poderia continuar com uma possível quinta vaga na Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia, mas a Conmebol resolveu abrir mão de ter mais uma seleção no Mundial para salvar o Boca Juniors de uma punição mais pesada, segundo informou o diário espanhol AS - o clube argentino foi excluído da Libertadores  por conta do episódio do spray de pimenta na Bombonera, diante do River Plate.

Com isso, o Brasil pode ser um dos grandes prejudicados, já que terá que disputar as eliminatórias para Copa com uma vaga a menos em jogo, apenas quatro. São 10 seleções que participam da competição, sendo que pelo menos cinco delas têm potencial para se garantir na Rússia, como Argentina, Uruguai, Chile e Colômbia, além, claro, do time de Dunga.

Segundo a publicação, isso explica a demora da entidade máxima do futebol sul-americano em anunciar a sanção ao Boca. O fato aconteceu na quinta-feira e apenas no sábado à noite foi confirmada a eliminação do clube, além de ter que jogar quatro partidas com portões fechados e pagar multa de 200 mil dólares. 

Ainda de acordo com o AS, a Fifa exigia uma punição maior ao Boca Juniors, como ficar cinco anos longe de torneios continentais, o que seria prejudicial financeiramente para o continente.

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A Fifa deverá anunciar no final deste mês que o quinto colocado das eliminatórias sul-americanas para Copa não disputará mais a repescagem, como vinha acontecendo. Assim, apenas os quatro primeiros classificados da Conmebol vão se garantir na competição, abrindo uma vaga para Concacaf ou Ásia.

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