Jogadores em fim de contrato ainda têm situação indefinida e vendas de jogadores está na pauta. "Basta aparecer o cheque"

Guerrero não fica se não reduzir pedida
Agência Corinthians
Guerrero não fica se não reduzir pedida

“Todos os jogadores do Corinthians estão à venda. Basta aparecer o cheque”, disse o presidente do clube, Roberto de Andrade, antes da eliminação para o Guaraní, do Paraguai, na Libertadores de 2015. E com as contas cada vez mais no vermelho e oito meses de vencimentos atrasados de alguns dos jogadores mais caros do elenco, esse caminho é inevitável. 

Entre as vendas, uma é dada como certa pelo presidente: o zagueiro Gil será negociado com o Wolfsburg, da Alemanha. Outra mudança no horizonte é a não renovação com Emerson Sheik, que tem seu vínculo se encerrando em julho. O destempero do jogador em jogos importantes e a idade (36 anos) pesam contra. Guerrero, também em fim de contrato e pedindo mais de R$ 20 milhões para renovar, também terá sua situação reavaliada, agora sem Libertadores.

"Precisamos conversar com a comissão técnica sobre o Emerson. Se houver interesse, negociamos", disse Andrade, sem entrar em detalhes sobre a as condições necessárias para renovar com o atacante. "Dependendo de como colocamos isso (redução salarial), pode soar desrespeitoso", disse. Sobre Guerrero, ele foi mais direto. "Se o acordo não for renovado, será por questões financeiras".

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Segundo Andrade, o planejamento até o final do ano está pronto, e a eliminação não afetaria numa eventual renovação de jogadores em fim de contrato. Ele só tentará, agora, negociar valores mais condizentes com a realidade financeira do Corinthians.

Para Tite, antes de apontar culpados pela eliminação, é preciso reconhecer o mau momento e tentar recuperar o padrão de jogo que fez do Corinthians a sensação do futebol brasileiro nos dois primeiros meses no ano. Ele evita falar em fim de um ciclo no Corinthians, mas considera fazer algumas mudanças para recuperar o bom futebol.

“Tem que ter cuidado para não ser injusto, não avaliar em cima do emocional, dizer que esse não presta, que está errado... Futebol não é assim. Tem outros componentes. A construção de uma equipe demanda erros. Mas nós temos de saber tomar as pancadas e suportar as críticas”, disse o treinador. "Existe o componente da estruturação. A construção de uma equipe demanda tempo e é feita com erros e acertos", disse Tite.

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